Segurança

Laudo aponta descoberta grave no caso Monique em São José dos Calçados

Mário confessou o crime e indicou aos policiais o local onde havia escondido o corpo.

Caso Monique
Foto: Redes Sociais / Montagem: AQUINOTICIAS.COM

O laudo cadavérico trouxe uma nova informação sobre a morte de Monique Oliveira Fernandes, desaparecida desde 30 de junho, em São José do Calçado, no Espírito Santo. A perícia apontou que ela ainda respirava quando foi enterrada.

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Segundo informações apuradas pelo Café com Política ES, investigadores encontraram o corpo de Monique enterrado em um dos quartos da casa onde ela vivia com o companheiro, Mário Almeida Pinto. Mário confessou o crime e indicou aos policiais o local onde havia escondido o corpo.

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Inicialmente, ele afirmou que atingiu Monique três vezes na cabeça com um banco de madeira durante uma discussão. O suspeito disse que acreditou que os golpes tinham provocado a morte. O laudo, porém, apontou outra causa.

Perícia encontrou terra nas vias respiratórias

A perícia determinou que Monique morreu por asfixia, e não em consequência dos golpes na cabeça. Durante o exame, os peritos encontraram partículas de terra nas vias respiratórias e nos pulmões da vítima. O resultado indica que a vítima aspirou terra enquanto ainda respirava. Dessa forma, a perícia concluiu que ela estava viva quando foi colocada na cova.

Contudo, o exame não conseguiu determinar se Monique estava consciente naquele momento. O estado avançado de decomposição também impediu os peritos de estabelecer com precisão o horário da morte.

Câmeras registraram últimos momentos de Monique

Imagens de câmeras de segurança ajudam a reconstruir parte da sequência dos acontecimentos. Às 7h do dia 30 de junho, uma câmera registrou Monique pela última vez em público. Ela apareceu na calçada da própria casa. Depois desse momento, as câmeras não voltaram a registrar a mulher.

Às 17h49 do mesmo dia, imagens mostram Mário deixando a residência acompanhado da filha de Monique. De acordo com a apuração, ele teria levado a menina até a casa do pai dela, João Elias. Mário teria afirmado que Monique havia saído e não retornado.

Cova ficou escondida sob o piso do quarto

Após colocar o corpo em uma cova com aproximadamente um metro de profundidade, Mário teria coberto o local com terra e reconstruído o piso do quarto. Por isso, o trabalho dificultou a identificação do ponto onde o corpo estava escondido.

Peritos teriam avaliado que seria praticamente impossível encontrar a cova sem um cão farejador caso Mário não tivesse confessado e mostrado o local.

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