Sul do ES concentra 4 das 17 denúncias de propaganda eleitoral irregular já registradas no TSE
O cargo mais denunciado até o momento é o de deputado estadual, segundo aponta os dados do Aplicativo Pardal

As primeiras denúncias de propaganda eleitoral irregular das Eleições 2026 já começaram a ser registradas no Espírito Santo. Dados do Mapa de Denúncias do aplicativo Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que o estado contabilizava 17 denúncias distribuídas em 10 municípios até as 14h11 desta terça-feira (18).
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiDesse total, quatro foram feitas em municípios do Sul do Estado: Cachoeiro de Itapemirim, Ibatiba, Irupi e Mimoso do Sul. O tipo de ocorrência mais frequente é impulsionamento irregular, e o cargo mais denunciado é o de deputado estadual.
Vitória concentra o maior número de registros no estado, com seis denúncias até o momento. Em seguida aparecem Serra e Nova Venécia, com duas ocorrências cada. Também tiveram registros Vila Velha, Guarapari e São Mateus, com uma notificação cada.
Dos 17 registros de propaganda eleitoral irregular no Espírito Santo, 11 são relacionados a candidatos a deputado estadual, 3 a deputado federal e 3 envolvem partidos, coligações ou federações.
Como funciona o Pardal
Regulamentado para as Eleições Gerais de 2026 pela Portaria TSE nº 451/2026, o Pardal está disponível desde o início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto. O aplicativo permite que qualquer eleitor denuncie possíveis irregularidades na propaganda, mediante identificação pelo e-Título ou Gov.br, com garantia de sigilo da identidade do denunciante.
Ao registrar a ocorrência, o usuário descreve o fato e pode anexar fotos, vídeos, áudios ou links que comprovem a suposta irregularidade. O sistema faz uma classificação preliminar da denúncia, que pode ser alterada pelo próprio cidadão antes do envio.
Após o protocolo, a denúncia é encaminhada à Justiça Eleitoral por meio do módulo administrativo do Pardal, onde tribunais e cartórios eleitorais realizam a triagem, a distribuição para a zona eleitoral competente e, quando necessário, a autuação no Processo Judicial Eletrônico (PJe).
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