Peter de Mimoso defende "Gabinete Itinerante" e igualdade de investimentos entre Norte e Sul do ES
Ao falar sobre a relação dos deputados com as diferentes regiões do Estado, o candidato afirmou que os eleitores do Sul devem priorizar representantes que conheçam de perto a realidade local.

O ex-prefeito de Mimoso do Sul e candidato a deputado estadual Peter Costa (União) defendeu maior proximidade dos parlamentares com os municípios do Sul do Espírito Santo durante entrevista ao programa Especial Eleições 2026, do aquinoticias.com, nesta quarta-feira (2).
Ao falar sobre a relação dos deputados com as diferentes regiões do Estado, o candidato afirmou que os eleitores do Sul devem priorizar representantes que conheçam de perto a realidade local.
“Um deputado estadual não consegue cuidar dos 78 municípios. São muitos deputados que, às vezes, pegam votos aqui no nosso Extremo Sul, mas não convivem diariamente com a nossa região e com as pessoas daqui. Por isso, as pessoas do Sul devem, sim, valorizar os deputados da nossa região. Vocês não querem votar no Peter? Tudo bem. Existem vários outros candidatos e bons candidatos da nossa região que merecem o voto de vocês e que estejam próximos da nossa realidade.”
Peter Costa também apresentou como proposta a criação de uma estrutura de atendimento itinerante para aproximar o mandato da população. Segundo ele, a ideia é manter presença frequente nos municípios e ouvir diretamente as demandas de cada localidade, respeitando as diferenças entre as cidades.
“Como deputado, quero continuar sendo presente nos municípios. Inclusive, isso está no nosso plano de trabalho: ter um gabinete externo e estar, a cada 15 dias, em um município, escutando a população e conhecendo as principais demandas”
Entre as prioridades citadas pelo candidato está também o fortalecimento da agricultura e a melhoria das estradas rurais. Peter destacou as dificuldades enfrentadas pelos municípios do Extremo Sul e defendeu a ampliação do uso do Revsol como alternativa para melhorar as condições de tráfego nas vias não pavimentadas.
“A relação com a agricultura e com o setor de rochas também é outro ponto principal. Uma das maiores dificuldades que enfrentamos em Mimoso do Sul está relacionada à agricultura e às estradas rurais.
Segundo Peter, a distância dos depósitos de Revsol representa um obstáculo para municípios como Mimoso do Sul, Piúma, Bom Jesus do Norte e São José do Calçado, já que o transporte do material aumenta os custos para as prefeituras.
“O problema é que, para municípios como Mimoso do Sul, Piúma, Bom Jesus do Norte e São José do Calçado, que não têm um depósito próximo, buscar esse material em Iconha ou Cachoeiro acaba gerando um custo muito alto. Outro ponto importante é a valorização da agricultura. Precisamos investir cada vez mais nesse setor, mas, para isso, também precisamos melhorar as estradas rurais.”
O candidato defendeu uma parceria entre o Governo do Estado e os municípios para ampliar a utilização do material, argumentando que o Estado não teria condições de pavimentar todas as estradas rurais por meio de programas como o Caminhos do Campo.
“O Governo do Estado não tem condições de fazer asfaltamento ou Caminhos do Campo em todas as estradas rurais e em todos os municípios. Mas é possível levar o Revsol para mais perto das cidades e dividir o custo da aplicação com cada município, permitindo que os prefeitos possam trabalhar mais e melhorar as condições das estradas.”
Ao justificar a proposta, Peter afirmou que o Revsol poderia contribuir para garantir melhores condições de circulação nas estradas rurais, especialmente durante períodos de chuva, quando vias de terra podem apresentar dificuldades de acesso.
“O Revsol é um material que já foi comprovado que ajuda muito os municípios. Ele garante melhores condições de tráfego e ajuda a população a ter, de fato, o direito de ir e vir. Porque, mesmo que uma estrada de chão esteja muito bem cuidada, se chover durante uma semana, certamente haverá dificuldades de acesso. Essa será também uma das nossas principais pautas.”
Emprego e desenvolvimento do Sul
A geração de empregos foi apresentada por Peter Costa como outra das principais bandeiras de sua candidatura. O candidato afirmou que pretende discutir mecanismos para reduzir as diferenças nas oportunidades de atração de investimentos entre as regiões Norte e Sul do Espírito Santo.
“E não podemos esquecer a geração de emprego. Essa é uma pauta muito importante. Precisamos buscar condições para igualar as oportunidades entre o Norte e o Sul do Espírito Santo.”
Na avaliação do candidato, os incentivos associados à Sudene representam uma vantagem para municípios do Norte e deveriam ser debatidos também sob a perspectiva dos investimentos destinados ao Sul do Estado.
“Hoje, o Norte do Estado conta com os benefícios da Sudene, e essa é uma questão que precisa ser discutida também em âmbito federal. Nós podemos e devemos intervir nesse debate. Essa, com certeza, será uma das nossas principais pautas. As empresas que querem vir para o Espírito Santo precisam encontrar condições semelhantes para se instalar tanto no Norte quanto no Sul.”
Peter citou como exemplo a expectativa de geração de empregos com a chegada de uma empresa a Mimoso do Sul e comparou o potencial desse investimento com grandes empreendimentos anunciados para o Norte do Espírito Santo. Segundo ele, a defesa de mais investimentos no Sul não significa ser contrário ao desenvolvimento de outras regiões.
“Hoje, estamos comemorando a chegada de uma empresa a Mimoso do Sul que poderá gerar de 200 a 300 empregos. Enquanto isso, o Norte do Estado comemora a chegada de empresas que podem gerar milhares de empregos, como no caso de grandes investimentos na produção de carros elétricos. Não que o Norte do Estado não mereça esses investimentos. Com certeza merece, e quero que ele se desenvolva cada vez mais. Mas o Sul do Estado também não pode ficar para trás.”
O candidato também mencionou a possibilidade de novos investimentos associados à infraestrutura logística da região e destacou a BR-101 e a disponibilidade de áreas como fatores que, segundo ele, podem favorecer a instalação de empresas no Extremo Sul.
“Com a possibilidade da chegada do porto para a nossa região, se Deus quiser, isso será uma realidade. Mas não podemos pensar apenas no porto e na empresa que está chegando a Mimoso do Sul. Temos a BR-101, temos terrenos e temos condições de receber várias outras empresas e gerar empregos, principalmente para o Extremo Sul.”
Ao defender uma política de atração de investimentos mais distribuída pelo território capixaba, Peter citou municípios como Mimoso do Sul, Apiacá, Bom Jesus do Norte e São José do Calçado, além da região do Caparaó, como áreas que precisam ampliar a oferta de empregos.
“Em Cachoeiro de Itapemirim, existem milhares de empresas que geram 100, 200, 300 empregos. Mas, quando vamos a Mimoso do Sul, Apiacá, Bom Jesus do Norte e São José do Calçado, a realidade é outra. No Caparaó, também precisamos ampliar a geração de empregos.”
Por fim, Peter Costa defendeu que a Assembleia Legislativa avalie mecanismos de incentivo para grandes empreendimentos que tenham potencial de gerar empregos no Sul do Estado. A proposta, segundo ele, seria analisar os projetos individualmente e buscar condições semelhantes às oferecidas a investimentos destinados a outras regiões.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui“Por isso, precisamos igualar essas vantagens. É possível avaliar empresa por empresa e, quando forem grandes investimentos capazes de gerar muitos empregos, analisar e aprovar os projetos dentro da Assembleia Legislativa com benefícios semelhantes aos concedidos para empresas que se instalam no Norte. Dessa forma, estaremos atraindo investimentos para o Sul e contribuindo para o desenvolvimento de toda a nossa região.
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