Espírito Santo segue em atenção por efeitos do El Niño e avanço da seca
TCE-ES já havia emitido mais de 50 recomendações ao Estado e aos municípios, enquanto Defesa Civil e ANA apontam cenário de atenção, seca moderada e restrições no uso da água.

Há pouco mais de um mês, o Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) publicou uma nota com mais de 50 recomendações para orientar o Governo do Estado e os municípios capixabas no enfrentamento aos efeitos do El Niño.
Desde então, o Espírito Santo permanece em estado de atenção, segundo a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec).
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De acordo com relatório divulgado pela coordenadoria no início da segunda quinzena de agosto, as previsões climáticas apontavam temperaturas acima da média em todo o Estado durante o mês.
O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA) também indicou agravamento do cenário. Entre junho e julho, o território capixaba passou da condição de “seca fraca” para “seca moderada”.
Restrições já atingem o uso da água
Os efeitos do cenário também aparecem no abastecimento e na disponibilidade hídrica.
Já existem restrições para o uso da água na bacia do rio Santa Joana, que passa por municípios como Afonso Cláudio, Itarana e Itaguaçu.
Além disso, entre os 101 pontos de captação acompanhados pela Cesan, 25 estão em estado de atenção e três foram classificados como críticos.
TCE-ES vai detalhar recomendações
Diante da importância do tema e dos primeiros efeitos do El Niño no Espírito Santo, o TCE-ES informou que publicará, nos próximos dias, uma série de materiais detalhando as orientações elaboradas pela área técnica do Tribunal.
Os conteúdos abordarão recomendações voltadas às áreas de Saúde, Educação, Assistência Social e Comunicação.
As medidas têm como objetivo orientar o planejamento dos órgãos públicos, a realização de contratações preventivas e a reserva adequada de recursos orçamentários e financeiros.
A intenção é preparar o poder público para enfrentar riscos climáticos, hídricos, sanitários e epidemiológicos associados ao El Niño previsto para o biênio 2026/2027.
O documento também reúne orientações sobre vigilância em saúde, respostas do setor educacional, ações socioassistenciais e articulação entre instituições.
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