Padre suspeito de estupro teria oferecido bebidas alcoólicas a casal de coroinhas antes do caso
O religioso teria oferecido bebidas alcoólicas a uma jovem de 19 anos e ao namorado dela, que eram coroinhas, antes do crime denunciado.

O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso suspeito de estupro de vulnerável em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo informações divulgadas pelo G1, o religioso teria oferecido bebidas alcoólicas a uma jovem de 19 anos e ao namorado dela, que eram coroinhas, antes do crime denunciado.
As informações constam em um boletim de ocorrência obtido pelo G1 neste domingo (6). O documento aponta que o casal frequentava uma igreja onde o padre atuava havia cerca de três meses.
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De acordo com o relato, os dois passaram a acompanhar Jucelino em missas realizadas em outras igrejas. O casal também teria sido convidado para ir à casa do padre em algumas ocasiões.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, a jovem afirmou que o religioso costumava oferecer bebidas alcoólicas e insistia para que ela e o namorado consumissem álcool. Ela relatou que já havia informado ter problemas com bebida.
Relato da jovem
Conforme o depoimento da mulher, em uma das visitas à casa do padre, ele teria abraçado o casal e, durante o gesto, encostado a genitália na perna dela.
A jovem relatou que, em seguida, enquanto o namorado estava com a cabeça abaixada e aparentava estar sonolento após consumir bebida alcoólica, o padre teria se aproximado novamente e colocado as mãos por dentro da blusa e do sutiã dela. Após o episódio, o religioso pediu que os dois fossem para um quarto descansar. Mais tarde, ele teria chamado a jovem para voltar a beber com ele, mas ela recusou.
A mulher afirmou ainda que o padre oferecia presentes e ajuda financeira. Entre os exemplos citados, estão o pagamento da carteira de motorista e a compra de materiais para que ela pudesse abrir um salão de beleza. Ela também relatou que o religioso chegou a sugerir que o casal morasse na casa dele.
Defesa do padre
Em nota, o advogado João Paulo Silva Rocha, que representa o padre Jucelino, afirmou que a prisão tem “natureza temporária e exclusivamente cautelar”. Segundo a defesa, a medida “não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada” sobre o caso.
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