Segurança

Rede de tráfico é investigada em cinco cidades do Caparaó; nove são denunciados

Investigação da Polícia Civil identificou suspeitas de fornecimento, distribuição e movimentação financeira de drogas em municípios do Caparaó. Nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Mensagens de celular, comprovantes de transferências bancárias e cadernos com anotações financeiras ajudaram a Polícia Civil a identificar uma suposta rede de tráfico de drogas que atuava em municípios da região do Caparaó, no Espírito Santo. Após a conclusão das investigações, nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), suspeitas de participação no esquema.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Ibitirama e identificou conexões entre suspeitos que atuariam no fornecimento, distribuição, revenda e movimentação financeira de entorpecentes.

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As apurações envolveram os municípios de Ibitirama, Iúna, Guaçuí, Irupi e Divino de São Lourenço, além de outras localidades da região.

Celulares e registros financeiros ajudaram a revelar esquema

Uma das etapas da investigação aconteceu em maio de 2025, quando policiais cumpriram mandados de busca e apreensão contra investigados.

Durante as diligências, foram apreendidos entorpecentes, armas, aparelhos celulares, instrumentos de pesagem e documentos contendo registros financeiros.

A análise dos materiais permitiu aos investigadores reconstruir parte das relações entre os suspeitos.

Segundo a Polícia Civil, mensagens, áudios e comprovantes de transferências eletrônicas indicaram negociações recorrentes de drogas, cobranças de dívidas e pagamentos relacionados à comercialização dos entorpecentes.

Os investigadores também identificaram uma possível divisão de tarefas entre os envolvidos, com integrantes responsáveis pelo abastecimento, outros pela revenda e alguns pela movimentação do dinheiro.

Homem de 30 anos é apontado como fornecedor regional

Entre os denunciados está um homem de 30 anos, apontado pela investigação como um dos fornecedores regionais de drogas.

De acordo com a apuração, ele mantinha registros de operações financeiras e dívidas atribuídas a pessoas envolvidas na revenda de entorpecentes.

Cadernos apreendidos durante as buscas continham anotações de valores relacionados a diferentes integrantes do suposto esquema.

Outro investigado, de 32 anos, teria participado da movimentação financeira do grupo. Segundo a Polícia Civil, ele utilizava uma conta em plataforma de pagamentos para receber e transferir valores, além de encaminhar comprovantes das operações a outros suspeitos.

A investigação também apontou um homem de 40 anos como possível fornecedor de drogas, com registros de comunicações sobre a chegada de materiais e movimentações financeiras relacionadas ao abastecimento.

Já um jovem de 19 anos teria atuado no fornecimento frequente de entorpecentes, com registros de negociações, cobranças e retirada de produtos por terceiros.

Suspeitos também atuariam na revenda de drogas

Os demais investigados foram relacionados ao circuito de aquisição e comercialização de entorpecentes.

Entre as provas reunidas estão registros de dívidas, anotações contábeis, mensagens e materiais utilizados para o acondicionamento de drogas.

Em um dos casos, os policiais apreenderam uma substância semelhante à maconha, embalagens e um caderno com valores a receber.

A investigação também identificou um suspeito que seria responsável pela comercialização de entorpecentes na região de Divino de São Lourenço.

Segundo a Polícia Civil, o cruzamento das informações obtidas nos aparelhos eletrônicos com os registros financeiros permitiu estabelecer conexões entre os diferentes núcleos investigados.

Nove pessoas são denunciadas pelo Ministério Público

Com a conclusão do inquérito, o Ministério Público do Espírito Santo ofereceu denúncia contra nove investigados por supostos crimes relacionados ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico.

Em relação a um dos envolvidos, a denúncia apresentada neste procedimento trata exclusivamente de associação para o tráfico, uma vez que outros fatos já são objeto de um processo separado.

Conforme as informações divulgadas, há investigados presos preventivamente, um preso na condição de condenado, uma mulher em prisão domiciliar e outros que respondem em liberdade.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público representa uma etapa da responsabilização criminal e ainda será analisada pela Justiça.

Os denunciados terão direito ao contraditório e à ampla defesa, e eventual responsabilidade criminal dependerá de decisão judicial.

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Jornalista com mais de uma década de experiência em produção de conteúdo jornalístico e cobertura de temas políticos, de segurança pública e institucionais. Atua com redação e edição de matérias para diferentes plataformas. Também possui experiência em comunicação política e eleitoral, assessoria de imprensa e redação publicitária.