Saúde e Bem-estar

HIV: medicamento injetável é nova arma no tratamento

Conhecido como PrEP, profilaxia pré-exposição, o tratamento permite que o organismo esteja preparado para enfrentar um contato com o HIV

prevenção HIV ales
Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento injetável contra o HIV no Brasil, o cabotegravir. Trata-se de uma profilaxia pré-exposição (PrEP), quer dizer, um método de prevenção contra eventuais infecções pelo HIV. “Atualmente temos disponível no Brasil a PrEP oral pelo SUS, nas modalidades de uso contínuo e uso sob demanda. Nessa versão oral a PrEP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir e entricitabina) que impedem que o HIV infecte o organismo”, esclarece a infectologista Ana Carolina D’Ettorres.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui

A PrEP diária consiste na tomada dos comprimidos, de forma contínua, todos os dias, e é indicada para qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade ao HIV. Já a PrEP sob demanda deve ser tomada quando a pessoa antecipa que pode ter uma exposição de risco ao HIV. Para a especialista, a grande inovação do cabotegavir é a possibilidade de uma posologia mensal injetável que garante a mesma eficácia das demais orais. “O medicamento é um auxiliar para pessoas que têm indicação de PrEP sob uso diário, mas que apresentam dificuldade de manter a constancia”.

Não há previsão de inclusão da medicação no SUS, e estudos vêm sendo feitos desenvolvidos no Brasil para comparar a PrEP injetável com a PrEP oral. Mesmo assim, a PrEP injetável tem sido vista pela comunidade científica como uma importante inovação na prevenção do HIV, já que ainda não há uma vacina disponível contra o vírus. “O surgimento desse novo método de profilaxia é uma notícia muito boa. Cada vez que avançamos mais nos tratamentos e prevenção conseguimos garantir uma melhor qualidade de vida para as pessoas que fazem uso dessas medicações. Dessa forma é possível contribuir com a quebra da cadeia de transmissão do HIV”, salienta Ana Carolina.

As pílulas do tratamento oral, no entanto, não serão aposentadas. “Na verdade a PrEP continuará sendo uma das opções de escolha de profilaxia. Na indicação de um plano de prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis precisamos individualizar cada um, analisar como é a vida de cada pessoa, e assim escolher a melhor opção que se encaixe naquela situação”.

Você no aquinoticias.com

Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726

Assuntos:

AnvisaSaúde