Festival Nacional de Teatro de Guaçuí começa neste domingo (25)
O festival, conhecido por sua diversidade de linguagens, selecionou 19 trabalhos dentre as 42 peças inscritas

O 24° Festival Nacional de Teatro de Guaçuí terá início neste domingo (25), às 20h, no Teatro Fernando Torres. A abertura oficial será seguida pela peça Revolução na América do Sul, do Grupo Teatro Experimental de Pouso Alegre-MG, programada para as 20h15.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiDiferente de outras edições, o festival deste ano apresenta uma coincidência temática: várias peças inscritas abordam o universo pedagógico. Exemplos disso são A Lição, de Pernambuco, e Relato de Professores, do Rio de Janeiro.
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Também há peças infantis com temas semelhantes, como Jujubas para um Dia de Chuva (Goiás), A Menina dos Cabelos de Capim (Minas Gerais) e Contarolando Gonzaga (Rio de Janeiro).
O festival, conhecido por sua diversidade de linguagens, selecionou 19 trabalhos dentre as 42 peças inscritas. Destaques incluem a mostra do Grupo Boyasha, do Espírito Santo, com três espetáculos: A Árvore, Credores e A Charanga dos Proscritos. Outras atrações notáveis são Charanga da Tramp, de Jundiaí, apoiada pelo Governo de São Paulo, e Ciranda Sertaneja, vencedora do Festival de Teatro de Passos.
Desde sua primeira edição, o festival homenageia o ator Fernando Torres, nascido em Guaçuí, que dá nome ao troféu dos melhores espetáculos. Outra homenagem desta edição é ao artista Paulo Honorio da Costa, do Grupo Gota, Pó e Poeira, figura importante no evento.
O festival tem sido crucial para a cena cultural de Guaçuí e região, destacando o município no cenário nacional e promovendo o crescimento dos grupos locais de teatro. Com intercâmbios, oficinas e formações de plateia, o evento democratizou o acesso ao teatro na região do Caparaó.
A comunidade local participa ativamente, lotando as sessões e acolhendo os artistas. Além disso, o apoio econômico, ainda que simbólico, de alguns segmentos, ajuda na realização do evento.
Atividades paralelas incluem exposições, trocas de experiências e debates pós-espetáculo, onde os grupos discutem seus processos criativos. Estas atividades complementam os espetáculos e fortalecem o festival.
Este ano, a organização enfrentou desafios financeiros, pois não contou com recursos do Governo do Estado. Mesmo assim, a edição está sendo realizada com o apoio logístico da Prefeitura Municipal, a disposição dos artistas em se apresentarem sem cachês e a ajuda do comércio local.
O festival, que começou com nove produções e hoje conta com vinte, continua a crescer e atrai cada vez mais público, não apenas de Guaçuí, mas de toda a região do Caparaó. A expectativa dos organizadores é de que o evento siga em expansão nos próximos anos.
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