Política Nacional

Estamos vivendo um dia histórico, o mundo falar em zerar a fome, diz ministro Paulo Teixeira

Questionado sobre a parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o ministro confirmou o trabalho conjunto da organização com a pasta.

Foto: Divulgação - About G20

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou nesta segunda-feira, 18, que o dia de hoje foi histórico, por ter reunido diversas nações do planeta em torno do combate à fome.

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“Estamos vivendo um momento histórico, é um dia histórico, o mundo falar em zerar a fome”, declarou Teixeira a jornalistas, após participar do primeiro dia da cúpula de líderes do G20, no Rio de Janeiro.

Segundo Teixeira, o ministério tem sido procurado por diferentes países e assinado memorandos de entendimento para compartilhamento de experiências e assistência técnica em políticas de agricultura familiar, por exemplo. Questionado sobre a parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o ministro confirmou o trabalho conjunto da organização com a pasta.

“Temos uma parceria forte com o MST”, disse Teixeira. “Eles fazem parte do nosso conselho do desenvolvimento rural e agricultura familiar. A relação com eles é muito próxima, porque eles têm muita força na luta pela reforma agrária. Então nossa relação com eles é muito positiva”, resumiu.

O ministro enumerou ainda outras ações de sua pasta, como os esforços para direcionar financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) a culturas mais diversificadas.

Teixeira lembrou que a agricultura familiar tem um painel de produtos mais diversificado que a produção de commodities agrícolas. Segundo ele, mesmo no Pronaf os desembolsos vinham muito concentrados em culturas de exportação, como soja e milho. Após o diagnóstico, já houve aumento na diversificação, disse ele. Houve aumento no financiamento para feijão, cebola, batata e repolho, ao mesmo tempo em que reduziu o crédito para a soja.

“Estamos investindo em agricultura mais resiliente de um lado, e também em agricultura regenerativa, florestas produtivas”, afirmou. “Essa economia é melhor do que produzir soja e criar gado, que é o que desmata. Precisamos financiar melhor. Estamos chamando gerentes de bancos para mostrar que nosso financiamento tem uma preocupação ambiental forte.”

Segundo o ministro, a diminuição do uso de agrotóxicos e a recuperação de cobertura florestal com sistemas agroflorestais são desafios a serem enfrentados.

“A produção de alimentos no Brasil tem que ser considerada diante do tema ambiental. Então consideramos que o tema ambiental tem que ter políticas próprias”, defendeu.

Estadão Conteudo

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