Economia

Bolsas europeias próximas da estabilidade após medidas de Trump

As medidas práticas do republicano após a posse são observadas com grande atenção, enquanto líderes europeus respondem às chances de elevação de tarifas pelo mandatário

Bolsas hoje
Foto: Nicholas Cappello/Unsplash

As bolsas da Europa fecharam mistas nesta terça-feira, 21, observando as perspectivas para o mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As medidas práticas do republicano após a posse são observadas com grande atenção, enquanto líderes europeus respondem às chances de elevação de tarifas pelo mandatário. Além disso, os próximos passos para a política monetária na região seguem acompanhados, com declarações de dirigentes e indicadores sugerindo novos cortes de juros.

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Com isso, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,41%, a 526,03 pontos.

Da mesma manteira, os papéis da dinamarquesa Orsted tombou 10,73% em Copenhagen, após a empresa revelar perdas de 12,1 bilhões de coroas dinamarquesas (cerca de US$ 1,7 bilhões) ligadas aos seus projetos de turbinas eólicas nos EUA. Em seguida, na segunda, Trump anunciou interrupção de arrendamento de energia eólica federal e permissões para novas iniciativas de exploração.

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Desempenho dos setores

Já as montadoras Stellantis (-1,53%) e Volkswagen (-0,84%) tiveram queda, ante temores sobre redução na competitividade com os EUA diante das novas tarifas. Em Milão, o FTSE MIB caiu 0,23%, a 36.059,17 pontos. Em Frankfurt, o DAX teve alta de 0,24%, a 21.041,52 pontos.

Além disso, nesta terça, houve a divulgação da piora significativa nas expectativas econômicas da Alemanha em janeiro. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,48%, a 7.770,95 pontos. Já em Madri, o Ibex35 caiu 0,09%, a 11.932,40 pontos. Em Lisboa, o PSI20 recuou 0,23%, a 6.568,78 pontos.

Atuação do Banco Central Europeu

É possível que o Banco Central Europeu (BCE) baixe as taxas de juro em cada uma das suas próximas reuniões, de acordo com François Villeroy de Galhau, membro do conselho do banco. A tarefa das autoridades de trazer a inflação de volta para 2% está no caminho certo, apesar das ameaças de tarifas comerciais de Trump, disse à Bloomberg.

Ao mesmo canal, o integrante do conselho Joachim Nagel, afirmou que o BCE estará perto da meta de inflação de 2% até o meio de 2025. Com isso, as taxas de juros poderão se aproximar de níveis neutros, sem ter impacto negativo na economia, indicou.

O avanço na taxa de desemprego do Reino Unido, que chegou a 4,4% no trimestre, até novembro, voltou a alimentar expectativas por cortes de juros do Banco da Inglaterra (BoE, em inglês), colocando em segundo plano nova aceleração dos salários. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,33%, a 8.548,29 pontos.

Maior empresa em valor de mercado da Europa, a Novo Nordisk subiu 4,04% em Copenhague, após um estudo, publicado na Nature Medicine, mostrar que os pacientes tratados com medicamentos como o Ozempic tinham 12% menos probabilidade de desenvolver Alzheimer.

Estadao Conteudo

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