Evento escolar valoriza raízes e troca cultural em Cachoeiro
A proposta pedagógica é voltada à valorização das culturas africanas e centro-americanas.

O Centro Estadual Integrado de Educação (CEI) Áttila de Almeida Miranda, em Cachoeiro de Itapemirim, realizou o seminário “Ancestralidade e Diversidade Cultural: (Re)conhecendo África e América Central”.
A proposta pedagógica é voltada à valorização das culturas africanas e centro-americanas, por meio da escuta ativa de convidados internacionais e da participação crítica dos estudantes.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp!A atividade foi conduzida pela professora de Sociologia, Jana Beatriz dos Santos, pelo professor de Língua Inglesa, Maxwell de Oliveira Juffo e contou com o apoio do estagiário de Sociologia, Leandro Lucas Faccin.
A ação foi integrada à disciplina eletiva “Divercult” e envolveu apresentações culturais sobre os países Quênia, Guiné-Bissau e Haiti.
Os estudantes pesquisaram e compartilharam aspectos como idioma, culinária, vestimentas, música, práticas religiosas e tradições dos países abordados.
O diferencial da atividade foi a participação de convidados internacionais que contribuíram remotamente com a atividade: Charles Macharia Mathenge (Quênia), Josefina Jose da Silva (Guiné-Bissau) e Wilgens Exil (Haiti) — todos doutorandos em Política Social pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Os palestrantes
Os palestrantes trouxeram vivências, análises históricas e culturais que enriqueceram o seminário com uma abordagem autêntica e interdisciplinar.
“A escola precisa ser esse espaço onde a escuta ativa e o diálogo acontecem de forma significativa. O projeto foi uma oportunidade de desconstruir estereótipos e ampliar horizontes. Ver os estudantes se engajando com culturas tão ricas e diversas mostrou o quanto o currículo escolar pode — e deve — ser um instrumento de transformação social”, destacou a professora Jana Beatriz.
Para o professor Maxwell Juffo, a iniciativa cumpre um papel essencial: “Reconhecer a nossa ancestralidade e valorizar a cultura afrodescendente é essencial para entendermos quem somos e para construirmos uma sociedade mais justa e consciente. Ao conhecer e respeitar essa herança, combatemos o racismo, fortalecemos a identidade e promovemos o respeito à diversidade.”
O mediador da mesa, Leandro Faccin, também avaliou a ação como uma vivência pedagógica transformadora: “Ver o interesse genuíno dos alunos ao entrarem em contato com culturas que raramente aparecem no currículo escolar mostrou o quanto a escuta e o diálogo ampliam horizontes.”
O professor e palestrante Wilgens Exil, da Ufes, destacou a relevância da proposta: “Participar do seminário foi uma experiência especial. Tive a oportunidade de abordar as diferenças e semelhanças históricas e culturais entre o Haiti e o Brasil, e a contribuição dos meus colegas foi fundamental para o resgate da trajetória histórica que conecta o continente africano às Américas.”
Entre os estudantes, o interesse e a curiosidade foram destaques. O aluno Lucas Louzada, do 1º ano do Ensino Médio, destacou: “Gostei muito, porque normalmente não nos aprofundamos nesses temas. Os palestrantes falaram sobre a cultura e a religião dos países em que vivem e isso ampliou muito o nosso conhecimento.”
Lucas Cardoso de Santana, da 2ª série do curso técnico em Segurança do Trabalho, também avaliou positivamente: “Esse formato deixou tudo mais claro. A gente pôde aprender e descobrir mais. Foi uma experiência diferente e muito enriquecedora.”
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