Cid é primeiro a depor em audiência para ouvir réus da trama golpista
Os depoimentos são conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e transmitidos ao vivo pela TV Justiça.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início hoje à fase de interrogatórios dos réus do núcleo 1 da ação penal que investiga a tentativa de golpe durante o governo Jair Bolsonaro. Os depoimentos são conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e transmitidos ao vivo pela TV Justiça.
O primeiro a prestar depoimento é o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e réu colaborador. Por sua condição de delator, espera-se que seu interrogatório ocupe todo o primeiro dia. Os demais réus serão ouvidos em sequência, obedecendo ordem alfabética.
A lista de réus inclui nomes como Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; o ex-presidente Jair Bolsonaro; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Walter Braga Netto, general e ex-ministro.
Entre os dias 9 e 13 de junho, o ministro Moraes deverá interrogar presencialmente Bolsonaro, Braga Netto e os demais acusados apontados como integrantes do “núcleo crucial” da trama que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após as eleições de 2022.
Durante as sessões, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e as defesas dos réus poderão formular perguntas. Conforme prevê a Constituição, os investigados podem optar por não responder a perguntas que possam incriminá-los.
O general Braga Netto será o único réu a depor por videoconferência. Vice na chapa presidencial de Bolsonaro em 2022, ele está preso desde dezembro de 2024, acusado de obstruir investigações e obter detalhes da delação de Mauro Cid.
Os interrogatórios representam uma das etapas finais da ação penal. A expectativa é que o julgamento ocorra no segundo semestre, podendo resultar em penas superiores a 30 anos de prisão para os envolvidos, caso sejam condenados.
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