Projeto une literatura e tecnologia em escola de Vila Velha
As postagens são fruto de tertúlias literárias realizadas em sala de aula, nas quais os alunos discutem e analisam obras da literatura nacional.

Com o objetivo de promover o hábito da leitura crítica entre os estudantes, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Professora Maura Abaurre, localizada em Vila Velha, desenvolveu o projeto “Ipsis Litteris Digital”. A iniciativa é conduzida pela professora de Língua Portuguesa Maria Eduarda Pecly.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA ação propõe a integração entre literatura e tecnologia, utilizando o perfil de Instagram @ipsislitteris_digital para divulgar resenhas críticas produzidas pelos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e da 2ª série do Ensino Médio. As postagens são fruto de tertúlias literárias realizadas em sala de aula, nas quais os alunos discutem e analisam obras da literatura nacional.
Entre os principais objetivos do projeto estão: unir a tecnologia e a literatura no processo de aprendizagem, estimular o gosto pela leitura e aprimorar as habilidades de escrita dos estudantes. A proposta busca, ainda, tornar-se um hábito cultural permanente na escola.
Segundo a professora responsável, o projeto surgiu como forma de tornar o ato de ler e escrever mais prazeroso para os alunos. “O ‘Ipsis Litteris Digital’ surgiu como forma de unir a tecnologia com a leitura literária, tornando o ato de ler e escrever mais prazeroso, sem ser um fardo para o adolescente. Inacreditavelmente e de forma muito rápida, até o aluno que assumia não gostar de ler passou a me cobrar mais tertúlias em sala e a solicitar que a sua resenha escrita seja postada no perfil da página. A ideia é que o ‘Ipsis Litteris Digital’ seja um ato contínuo ao longo dos anos na escola”, destacou Maria Eduarda Pecly.
Entre os resultados pedagógicos observados estão o aumento no interesse dos alunos pelas leituras propostas e o aprimoramento na produção textual, especialmente na construção da contextualização das obras e no desenvolvimento da argumentação crítica.
No início da proposta, o principal desafio identificado pela professora foi o desinteresse inicial de muitos estudantes pela leitura. Para superá-lo, foi selecionado um conto contemporâneo com linguagem acessível e temas relevantes, como racismo e desigualdade social. A escolha do texto “Maria”, da escritora Conceição Evaristo, gerou forte engajamento dos alunos, que passaram a solicitar novas tertúlias com conteúdos semelhantes.
O estudante Gabriel Araújo, do 9º ano do Ensino Fundamental, afirmou: “O ‘Ipsis Litteris Digital’ é um projeto muito interessante por me fazer ter mais vontade de ler e por me ajudar muito na escrita”. Já Ana Clara Silva Guimarães Cardoso, da 2ª série do Ensino Médio, destacou: “Quando a professora nos incentiva, dá mais vontade de ler e escrever para ver o nosso texto publicado no Instagram depois. E as tertúlias nos ajudam demais no nosso desenvolvimento crítico”.
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