Leilão da Cesan prevê R$ 7 bi para esgoto em 43 municípios
O projeto é considerado estratégico pela gestão Renato Casagrande (PSB) para alcançar a universalização dos serviços de saneamento básico no Espírito Santo até 2033.

A Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan) realiza nesta terça-feira (17), na sede da B3, em São Paulo, o leilão internacional de dois contratos de Parceria Público-Privada (PPP) que prometem revolucionar o sistema de esgotamento sanitário em 43 municípios capixabas. Com previsão de investimentos que somam quase R$ 7 bilhões ao longo de até 25 anos, o projeto é considerado estratégico pela gestão Renato Casagrande (PSB) para alcançar a universalização dos serviços de saneamento básico no Espírito Santo até 2033.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO edital da concorrência foi publicado no Diário Oficial da União e disponibilizado online no último dia 31. Empresas e consórcios interessados deveriam apresentar propostas até 6 de junho. A modelagem da concessão, elaborada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), passou por consulta pública e recebeu aval do Tribunal de Contas do Estado.
Presente no evento, o governador Casagrande destacou o impacto social e ambiental da iniciativa. “Universalizar o saneamento é garantir saúde, dignidade e qualidade de vida para todos os capixabas. Já temos PPPs em andamento na Serra, Cariacica e Vila Velha. Agora, vamos ampliar esse modelo de sucesso”, declarou o governador, reforçando o compromisso da atual gestão com políticas públicas sustentáveis.
O presidente da Cesan, Munir Abud, classificou a licitação como um marco para o Estado. “Estamos diante de um momento histórico. Com esses contratos, mais de 90% da população atendida pela Cesan terá acesso à coleta e ao tratamento de esgoto. É um legado duradouro para a saúde e a sustentabilidade ambiental do Espírito Santo”, afirmou.
A licitação será dividida em dois blocos. O Bloco 1, com contrato de 25 anos, inclui 35 municípios e prevê aporte de R$ 1,08 bilhão em investimentos, além de R$ 3,85 bilhões em custos operacionais. Já o Bloco 2, com duração de 23 anos, contempla oito municípios, com investimentos de R$ 399,6 milhões e custos operacionais estimados em R$ 1,39 bilhão.
Juntos, os projetos vão beneficiar cerca de 1,18 milhão de moradores. A iniciativa não prevê aumento na tarifa atual de água e esgoto. Entre as obras previstas, estão 39 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), 219 Estações Elevatórias (EEEs) e a implantação de 1.200 quilômetros de redes coletoras. O esgoto tratado será devolvido ao meio ambiente, contribuindo para a despoluição de rios, praias e do mar capixaba.
Com esse novo passo, o governo Casagrande reafirma sua agenda de modernização da infraestrutura e ampliação de serviços públicos essenciais, aliando investimentos privados ao planejamento estratégico do Estado.
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