Dólar hoje: veja a cotação após a derrubada do decreto do IOF
O recuo na tentativa de manter o decreto que alterava a cobrança do IOF sinalizou fragilidade na articulação do governo, afetando as expectativas dos investidores.

O dólar hoje registra queda de 0,75%, sendo negociado a R$ 5,512, após uma combinação de fatores políticos e econômicos. A derrota do governo Lula na votação do decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no Congresso e a divulgação de uma prévia da inflação abaixo das expectativas contribuíram para a valorização do real frente à moeda norte-americana.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiInflação desacelera em junho e surpreende o mercado
A prévia da inflação oficial, portanto, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,26% em junho. O índice representa uma desaceleração em relação ao mês anterior e ficou abaixo das projeções dos analistas, que esperavam um avanço mais expressivo. A queda nos preços de serviços e o fortalecimento da moeda brasileira contribuíram para esse cenário.
Queda do dólar hoje é impulsionada por cenário interno
A cotação do dólar hoje refletiu não apenas os dados de inflação, mas também a instabilidade política gerada pela derrota do Palácio do Planalto no Congresso Nacional. O recuo na tentativa de manter o decreto que alterava a cobrança do IOF sinalizou fragilidade na articulação do governo, afetando as expectativas dos investidores.
Banco Central vê inflação acima da meta, apesar da desaceleração
Mesmo com a prévia do IPCA mostrando desaceleração, o Banco Central segue projetando inflação acima da meta estabelecida para o ano. O controle de preços, favorecido pelo real mais forte e pela retração no setor de serviços, ainda não é suficiente para garantir a convergência do índice inflacionário para o centro da meta.
Perspectivas para o dólar e economia
O comportamento do dólar hoje reflete o ambiente volátil da economia brasileira, influenciado por decisões políticas e dados macroeconômicos. Assim, a continuidade da valorização do real dependerá de novos sinais do Congresso, do comportamento dos preços no segundo semestre e da política monetária adotada pelo Banco Central.
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