Cidades

Eletiva fortalece identidade quilombola em escola de Cachoeiro

Estudantes da Escola Fraternidade Luz participaram de atividades práticas, palestras e visita de campo à comunidade quilombola Monte Alegre.

Foto: Divulgação

Na última quinta-feira (10), a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Fraternidade Luz, localizada em Cachoeiro de Itapemirim, realizou uma série de atividades integradas como parte da eletiva “O que vi e vivi: quilombo, vozes da resistência”.

Coordenada pelas professoras Karla Morini e Kelly Pinheiro, a eletiva reuniu uma série de ações integradas, como palestras, aula de campo, exibição de documentários, mesa-redonda e atividades interativas com o uso do Kahoot, que proporcionaram aos estudantes uma imersão na cultura quilombola e na luta histórica dessas comunidades.

Um dos momentos mais marcantes foi a visita à comunidade quilombola de Monte Alegre, onde os estudantes puderam conhecer de perto os modos de vida, as tradições e a resistência de um povo que contribui para a formação da identidade brasileira.

A estudante Mariana Garcia Brito, do 9º ano do Ensino Fundamental, contou como foi sua experiência com a atividade: “Foi a primeira vez que tive contato com uma comunidade quilombola. O que mais me chamou atenção foi a união entre eles e como tratam os outros com respeito. Aprendi muito, principalmente sobre as leis que garantem os direitos quilombolas.”

Além da visita, a eletiva contou com a participação da professora Dandara Dias de Oliveira, que apresentou objetos históricos e abordou os processos de resistência e luta dos povos quilombolas, conectando passado e presente. Outro destaque foi a palestra com advogadas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Cachoeiro de Itapemirim, que trataram sobre o tema “Racismo e suas implicações legais”, promovendo o letramento jurídico e social dos alunos.

A culminância da eletiva reuniu os aprendizados em produções, como documentários gravados na comunidade quilombola e revistas em quadrinhos, construídas pelos próprios estudantes.

“A proposta foi proporcionar uma experiência significativa que vai além da teoria, conectando os alunos à realidade cultural e histórica da nossa sociedade. A vivência promoveu empatia, respeito e engajamento social”, destacou a professora Karla Morini.

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