Pimenta capixaba aposta em China e México para driblar tarifaço
No caso da pimenta-do-reino, uma das estratégias adotadas por produtores e exportadores é a abertura de novos mercados

Às vésperas da aplicação da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, os setores do agronegócio — entre os mais afetados pela medida — buscam alternativas para mitigar os impactos. No caso da pimenta-do-reino, uma das estratégias adotadas por produtores e exportadores é a abertura de novos mercados.
“Esses mercados já existem, mas há incidência de tarifas. É o caso da China, que tributa o Brasil em 30%, e do México, com taxa de 10% sobre nossos produtos. Para dar um exemplo, o Vietnã, que exporta para os chineses, paga apenas 10% de tarifa. Nossa proposta é que o Governo Federal negocie com a China a isenção desse imposto para o Brasil. O mesmo vale para o México, que atualmente isenta a pimenta vietnamita. Se conseguirmos isso, será possível neutralizar os efeitos do tarifaço”, explica Frank Mouro, presidente da Associação Brasileira de Especiarias (BSA).
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