Esgoto no Rio Itapemirim: sucessivas multas expõem descaso da BRK com o meio ambiente
Nesta quinta-feira (28), a empresa foi multada em R$ 650 mil, referentes a punições da Agersa e da SEMMA.

Mesmo após sanções aplicadas pela Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cachoeiro de Itapemirim (Agersa) e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), a concessionária BRK Ambiental continua despejando esgoto sem tratamento no Rio Itapemirim e cometendo supostos crimes ambientais.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiNesta quinta-feira (28), a empresa foi multada em R$ 650 mil, referentes a punições da Agersa e da SEMMA. Porém, as multas não foram suficientes para frear o descaso da BRK com o meio ambiente.
Leia também: Cachoeiro: BRK é multada em R$ 650 mil após despejar esgoto no Rio Itapemirim
Apesar de terem corrigido algumas irregularidades, de acordo com a Agersa, uma nova fiscalização foi feita, nesta sexta-feira (29), no trecho compreendido entre a Ponte do Arco, no bairro Arariguaba, e a TTS, localizada no bairro União, onde constatou-se a ocorrência de extravasamento de esgoto bruto diretamente no Rio Itapemirim.
“Verificou-se que o extravasamento tem origem na rede coletora situada à margem do rio, no bairro Arariguaba, em ponto subsequente à intervenção realizada no dispositivo de travessia do poço de visita (PV)”, disse a agência reguladora por meio de nota.
O texto ainda informa que também foi realizada inspeção da Estação Elevatória de Esgoto Bruto, localizada na BR-482, no ponto conhecido como “Curva do Caixão”, onde constatou-se, visualmente, o extravasamento de esgoto bruto por meio do ladrão da unidade.
“Ressalte-se que a concessionária não implementou um sistema de by-pass, tampouco viabilizou solução alternativa para receber a contribuição do trecho mencionado, o que resultou no extravasamento observado, decorrente da ausência de adequada destinação do esgoto coletado”, diz a Agersa.
Nesse contexto, foi determinado à BRK o prazo improrrogável de 24 (vinte e quatro) horas para que a concessionária adote todas as medidas necessárias à execução dos reparos, de modo a assegurar a completa contenção do extravasamento de esgoto bruto referido na notificação envida pela Agersa.
O que diz a BRK
Por meio de nota a BRK explica que “as situações relatadas são decorrentes de um programa de manutenção preventiva das tubulações, que inclui a execução de trabalhos de alta complexidade, acompanhados do pleno monitoramento do curso d´água, conforme normas técnicas e de procedimentos, com respaldo dos órgãos administrativos”.
A empresa ressalta ainda “que têm adotado todas as medidas necessárias à execução dos serviços e que as obras estão de acordo com as licenças ambientais vigentes”.
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