Espírito Santo

Golpistas usam IA para clonar vozes de advogados e aplicar fraudes

A prática criminosa envolve o uso de inteligência artificial para clonar vozes de advogados e se passar por profissionais reais em tentativas de extorsão e fraude financeira.

Foto: Arquivo pessoal/Advogado Luiz Moulin

A 6ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES), com sede em Guaçuí, emitiu um alerta à advocacia e à população sobre uma nova forma de golpe que tem se espalhado por diversos estados e já registra casos no Espírito Santo. A prática criminosa envolve o uso de inteligência artificial para clonar vozes de advogados e se passar por profissionais reais em tentativas de extorsão e fraude financeira.

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De acordo com relatos recebidos pela Ordem, os criminosos utilizam tecnologias de deepfake para reproduzir com impressionante fidelidade o tom e o modo de falar de advogados. Com a voz clonada, entram em contato com clientes, familiares ou partes de processos, solicitando depósitos sob o pretexto de custas judiciais, acordos ou honorários emergenciais.

As abordagens ocorrem, geralmente, por telefone, WhatsApp, mensagens de áudio e até videochamadas. Para dar aparência de legitimidade, os golpistas usam nomes verdadeiros, fotos retiradas de redes sociais e números de registro da OAB, o que aumenta a credibilidade do golpe e dificulta sua identificação imediata.

O presidente da 6ª Subseção da OAB/ES, Luiz Bernard Sardenberg Moulin, enfatizou a necessidade de atenção diante do avanço tecnológico que permite esse tipo de crime. “Vivemos uma era em que a tecnologia evolui rapidamente e, com ela, surgem novas maneiras de enganar as pessoas. É fundamental que advogados e cidadãos confirmem, pelos canais oficiais, a veracidade de qualquer contato feito em nome de profissionais ou escritórios”, afirmou.

A entidade recomenda que, diante de qualquer dúvida ou suspeita, nenhum pagamento seja efetuado e nenhum dado pessoal seja compartilhado antes de confirmar a autenticidade da comunicação. A verificação pode ser feita diretamente junto à Seccional da OAB/ES ou às Subseções regionais, que registram as denúncias e auxiliam as autoridades na apuração.

Entre as principais orientações da OAB estão: desconfiar de mensagens que solicitam pagamentos urgentes; evitar o envio de documentos, senhas ou comprovantes; e sempre consultar o cadastro do advogado no site oficial da Ordem. Caso haja suspeita de golpe, a recomendação é acionar imediatamente a OAB e a polícia.

A instituição reforça seu compromisso com a segurança jurídica e digital da sociedade, acompanhando a evolução das fraudes virtuais e promovendo campanhas de conscientização sobre o uso ético da tecnologia. “A informação é a melhor forma de proteção. Quanto mais conscientes estivermos, menor será o espaço para esse tipo de crime”, concluiu Luiz Moulin.

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Jornalista com mais de uma década de experiência em produção de conteúdo jornalístico e cobertura de temas políticos, de segurança pública e institucionais. Atua com redação e edição de matérias para diferentes plataformas. Também possui experiência em comunicação política e eleitoral, assessoria de imprensa e redação publicitária.