Suspeito de ligação com o tráfico no ES é preso no Rio de Janeiro
As provas coletadas demonstraram que o grupo mantinha uma estrutura organizada, com funções bem definidas e hierarquia interna.

As forças de segurança pública do Rio de Janeiro prenderam um homem na terça-feira (28) durante a Operação Contenção, realizada contra o Comando Vermelho. A Promotoria de Justiça de Rio Bananal, do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), já havia denunciado o suspeito por envolvimento com o grupo criminoso.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiSegundo a Polícia Militar, o suspeito controlava a movimentação financeira de um grupo criminoso que atua em Rio Bananal e em cidades próximas. O grupo é liderado por um dos principais articuladores do tráfico na região.
O promotor de Justiça responsável pelo caso informou que o Ministério Público apresentou a denúncia em abril deste ano, após uma investigação conduzida em parceria com a Delegacia de Polícia Civil de Rio Bananal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Norte/MPES). As apurações comprovaram que o investigado participou de transações financeiras de alto valor relacionadas ao tráfico de drogas.
Homicídio deu início a apuração
A apuração teve início após um homicídio registrado em janeiro de 2025, na localidade de Córrego Lagrimal, zona rural de Rio Bananal. As diligências da Polícia Civil revelaram a presença de uma estrutura criminosa organizada, composta majoritariamente por pessoas oriundas de outros estados e associadas ao Comando Vermelho.
Durante as ações de busca e apreensão, as equipes localizaram e apreenderam entorpecentes, materiais usados para fracionar e embalar drogas. Além de grandes quantias em dinheiro e comprovantes de transferências bancárias de alto valor. As investigações também identificaram que um dos alvos já respondia por tráfico e associação para o tráfico. Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações milionárias em suas contas bancárias ao longo de 2024.
As provas coletadas demonstraram que o grupo mantinha uma estrutura organizada, com funções bem definidas e hierarquia interna. O principal líder continua foragido, com mandados de prisão em aberto, e comanda as atividades do tráfico em Rio Bananal mesmo fora do estado.