Passageiros expõem problemas recorrentes em linhas do transporte público de Cachoeiro
A situação, segundo os usuários, compromete a rotina de trabalhadores, estudantes e moradores de Córrego dos Monos, que dependem exclusivamente do serviço.

Vídeos e fotos feitos por usuários do transporte público que atende ao distrito de Córrego dos Monos, em Cachoeiro de Itapemirim, denunciam uma série de problemas enfrentados diariamente com ônibus que fazem linhas operadas pela empresa Viação Real.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA situação, segundo uma passageira que não quis se identificar, compromete a rotina de trabalhadores, estudantes e moradores da zona rural que dependem exclusivamente do serviço.
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Horários e desvio de rota
Entre as principais queixas apontadas estão, os horários dos ônibus, com veículos saindo antes do previsto e realizando trajetos que não correspondem à rota oficial. Além da irregularidade nos horários, a passageira aponta más condições da frota.
“Os ônibus andam nas piores condições, com cadeiras quebradas e janelas que não abrem ou não fecham”, afirmou.
Falta de limpeza e infiltrações
Em dias de chuva, o problema se intensifica. Segundo ela, há infiltrações dentro dos veículos, obrigando os passageiros a improvisarem para secar os bancos molhados. “Temos que carregar pano na bolsa para secar os bancos de tanto que molha dentro”, relatou.
Outro ponto destacado é a falta de limpeza. Conforme a denúncia, os assentos frequentemente acumulam poeira, o que compromete o conforto e a higiene dos passageiros, especialmente idosos, crianças e pessoas com problemas respiratórios.
A conduta de parte de alguns motoristas também foi alvo de crítica. A usuária afirma que poucos demonstram paciência e respeito com idosos e crianças, enquanto outros adotam comportamento ríspido. Há ainda reclamações sobre excesso de velocidade em trechos de estrada de chão.
“Tem motorista que só anda correndo, em tempo de alguém cair e se machucar”, alertou.
O que os órgãos responsáveis dizem
A passageira informou que já registrou diversas reclamações tanto na Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim quanto na Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (Agersa). No entanto, segundo ela, não houve solução.
“Uma ficou jogando para a outra e ninguém resolveu o problema. E até hoje seguimos assim”, disse.
O portal AQUINOTICIAS.COM fez contato com a Prefeitura de Cachoeiro, bem como com a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Espírito Santo (AGERSA). Entretanto, não houve retorno até o fechamento desta matéria. Caso haja, o texto será atualizado.