Dona Alvarina completa 115 anos e marca a história de Muniz Freire
Dona Alvarina Campos celebra 115 anos cercada pela família, pela fé e por uma história que atravessa gerações no Sul do Espírito Santo.

A moradora de Muniz Freire, Alvarina Campos, comemorou 115 anos no último final de semana e, assim, transformou sua história em referência de fé e longevidade no Sul do Espírito Santo.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiConhecida como Dona Nina, ela vive na zona rural do município. Ainda hoje, mesmo com a idade avançada, mantém lucidez, autonomia e uma rotina que impressiona familiares e visitantes.
Nascida em 1911, no distrito de Piaçu, Dona Alvarina cresceu em um Brasil sem energia elétrica e com poucas políticas públicas. Ainda assim, construiu uma vida marcada pelo trabalho rural e pela fé.
Desde cedo, criada na roça, ajudou a mãe e as irmãs nas tarefas diárias. Embora nunca tenha frequentado a escola, aprendeu com a prática constante na lavoura. Naquele período, a família produzia o próprio alimento.
Segundo o neto, Luiz Campos Gomes, a alimentação natural contribuiu para a longevidade. Além disso, ele destaca que tudo era plantado sem uso de produtos químicos.
Além disso, como mãe solteira, Dona Alvarina criou sozinha a única filha. Em uma época marcada por preconceitos, garantiu sustento e dignidade por meio do trabalho diário no campo.
Aos 115 anos, Dona Nina tem 14 tataranetos
Com o passar das décadas, a família cresceu. Hoje, aos 115 anos, Dona Alvarina reúne nove netos, oito bisnetos e 14 tataranetos. Ainda assim, a convivência familiar se mantém próxima e constante.
Há cerca de 15 anos, ela passou a morar no quintal da casa do neto. A mudança ocorreu após uma queda e, posteriormente, orientação médica para cuidados mais próximos.
Mesmo assim, Dona Alvarina preserva a autonomia. Ela cuida da própria casa, lava roupas pessoais e, dentro de suas possibilidades, mantém uma rotina ativa.
Por fim, a fé sempre sustentou sua trajetória. Devota de Nossa Senhora Aparecida, participa de orações diárias e, sempre que possível, frequenta missas na Comunidade Cristo Rei Assunção.
Com informações, Diocese de Cachoeiro