Complexo Turístico do Caparaó: um vetor estratégico diante da reforma tributária
Com o novo formato de tributação, o incentivo ao turismo assume papel decisivo no fortalecimento da economia do Espírito Santo

Foi dada a largada para a implementação do Complexo Turístico, Ambiental e Cultural do Caparaó. O equipamento vai funcionar na Fazenda Santa Maria, na cidade de Muniz Feire.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA iniciativa apresentada pelo Sebrae-ES, durante Seminário de Investidores, na última quarta-feira (28), tem como modelo a Parceria Público-Privada (PPP) e contará com um aporte de R$ 5 milhões do Governo do Espírito Santo.

“O Estado está participando da construção desse projeto e a gente pode, nessas parcerias que envolvem o setor privado, a administração pública municipal e estadual, com o apoio dos deputados, dar sequência ao restauro da recuperação daquela fazenda, que é histórica aqui para a região do Caparaó”, afirma o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB).
A Prefeitura de Muniz Freire investirá cerca de R$ 2 milhões no restauro do casarão, infraestrutura de pavimentação e arborização.

“O turismo é um investimento que é imediato. O turista vem, com isso fortalece a renda. E ali é uma roda gigante, que gera também mais emprego. Essa é a esperança nossa com o Complexo Santa Maria. Quando você atrai o empreendedor, você também torna o comércio local mais forte”, afirma o prefeito de Muniz Freire e presidente do Consórcio Caparaó, Dito Silva.
No total, o Complexo Turístico do Caparaó já conta com cerca de R$ 9,7 milhões em investimentos. Além dos recursos da iniciativa pública, o espaço também tem garantido aporte de R$ 2,7 milhões do Sebrae-ES.

“O Sebrae encampou esse projeto para transformar, de fato, isso aqui num grande atrativo, envolvendo a comunidade, envolvendo história, cultura, meio ambiente, sustentabilidade e regeneração. É um projeto completo de muita experiência para quem, de fato, vai poder conhecer e visitar no futuro”, explicou o superintendente do Sebrae-ES, Pedro Rigo.
O projeto


O complexo tem como objetivo olhar para o passado e projetar um futuro diferente. Conforme explica o diretor de criação Carlos Dalcolmo, da consultoria Balaio Design, responsável pelo desenvolvimento do projeto, a história da Fazenda Santa Maria está conectada ao desenvolvimento do município, da região, e que no local aconteceram muitas coisas boas, mas também algumas coisas que precisam ser repensadas.
“A gente entende que é realmente uma oportunidade para que empresas, que entendem que essa história, esse resgate histórico é importante, invistam e, ao mesmo tempo, façam um espaço que não só esteja conectado ao turismo exterior, o turismo que vem de outros estados, de outros municípios, mas também com o turismo local”.
Casarão histórico da Fazenda Santa Maria
Turismo x Reforma tributária
Com o novo formato de tributação imposto pela reforma tributária, o incentivo ao turismo assume papel estratégico no fortalecimento da economia do Estado.
A reestruturação do sistema de impostos redistribui a arrecadação, exigindo dos estados e municípios novas formas de dinamizar suas atividades econômicas.
Nesse contexto, o turismo surge como um vetor capaz de gerar consumo direto, movimentar cadeias produtivas e ampliar a circulação de renda dentro dos municípios.
Ao estimular o turismo, o Governo do Estado do Espírito Santo cria condições para que o consumo aconteça no próprio estado, fortalecendo o comércio, os serviços, a hotelaria, a gastronomia e os pequenos empreendedores.
“A gente tem promovido ações importantes que dão resultados para o Estado do Espírito Santo. Esse projeto da Fazenda Santa Maria é fundamental para a gente atrair cada vez mais pessoas aqui para a região do Caparaó, que é uma região lindíssima e que precisa aumentar os seus atrativos. Todo investimento que é feito é importante para a gente aumentar o fluxo de turistas para cá”, explica o secretário estadual de Turismo do Espírito Santo, Victor Coelho.
Emprego e renda
A expectativa é de que o Complexo Turístico Ambiental e Cultural do Caparaó beneficie 100% dos empreendimentos locais, aumente em mais de 50% o fluxo turístico regional e gere dezenas de empregos diretos e indiretos.
“O que falta agora é divulgar, realmente, entre os empresários. A maior parte dos empresários vai ser da região. Sem dúvida, é o empresário regional que vai iniciar o investimento aqui”, aponta o presidente do Conselho Estadual de Turismo do Espírito Santo e empresário, China.