Como os cartórios aliviaram a Justiça e pouparam milhões no ES
Estudo revela impacto direto da desjudicialização e aponta redução de custos aos cofres públicos em 2025.

A economia gerada pelos cartórios no Espírito Santo ultrapassou R$ 14,7 milhões em 2025. Esse resultado ocorreu, sobretudo, com a transferência de atos do Judiciário para os serviços extrajudiciais.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiOs dados integram a sétima edição da revista Cartório em Números 2025. A Associação dos Notários e Registradores do Brasil lançou a publicação nesta quarta-feira.
O estudo demonstra que a economia gerada pelos cartórios no Espírito Santo também reduziu a sobrecarga do Poder Judiciário. Assim, a desjudicialização se consolidou como fator decisivo para esse avanço.
Além disso, a publicação reúne dados consolidados sobre registros civis, atos notariais e indicadores econômicos. O material também apresenta informações sobre tecnologia, geração de empregos e serviços essenciais.
Segundo o levantamento, a economia gerada pelos cartórios no Espírito Santo impacta diretamente a eficiência da Justiça. Dessa forma, a medida reduz custos operacionais e acelera a resolução de demandas.
Economia gerada pelos cartórios no Espírito Santo
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, o Judiciário iniciou 2026 com 75 milhões de processos pendentes. Esse volume representa o menor patamar registrado nos últimos seis anos.
Esse cenário, portanto, reforça os efeitos da desjudicialização. Em comparação, o estoque processual superava 79 milhões de ações ao fim de 2024.
Para o presidente do Sinoreg-ES, Marcio Romaguera, os dados confirmam a relevância institucional dos cartórios. Segundo ele, a atuação fortalece a cidadania e apoia políticas públicas.
Procedimentos ligados à vida civil evidenciam esses impactos de forma clara. Nos Cartórios de Notas, por exemplo, os divórcios consensuais passaram a ocorrer com mais rapidez e menor custo.
Em 2025, os cartórios realizaram 2.450 divórcios por escritura pública. Como resultado, o prazo médio caiu para um dia, gerando economia superior a R$ 5,8 milhões.
Os inventários extrajudiciais seguem a mesma lógica. Mais de 3.651 atos concluídos garantiram economia de R$ 8,6 milhões aos cofres públicos.
Além disso, o reconhecimento de paternidade ocorre diretamente no Cartório de Registro Civil. Em 2025, esse procedimento evitou gastos de R$ 308 mil ao Estado.
Assim, a economia gerada pelos cartórios no Espírito Santo confirma a desjudicialização como estratégia eficiente. O modelo assegura segurança jurídica, reduz custos públicos e amplia o acesso do cidadão aos serviços essenciais.
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