Coragem além da farda: subtenente do BME enfrenta câncer sem abandonar a missão
História de Juliana Mendes inspira no Dia da Mulher ao unir maternidade, carreira policial e tratamento contra câncer de mama.

A trajetória da subtenente Juliana Mendes representa um exemplo de determinação dentro e fora da Polícia Militar do Espírito Santo. No Dia Internacional da Mulher, a história da policial destaca coragem, superação e dedicação ao serviço público.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiJuliana atua no Batalhão de Missões Especiais (BME), uma das unidades operacionais mais exigentes da corporação. Além disso, ela também desempenha a função de instrutora na academia de polícia.
Nesse papel, a militar participa diretamente da formação de novos policiais militares. Assim, contribui para preparar profissionais que atuarão na segurança pública em todo o Estado. Ao longo da carreira, a subtenente também quebrou barreiras dentro da instituição.
Ela se tornou a primeira mulher a integrar a equipe responsável pelo patrulhamento dos morros de Vitória. Essa atividade envolve alto grau de risco e exige preparo físico e psicológico. Além disso, Juliana conquistou formações consideradas raras na corporação.
Atualmente, ela é a única mulher da Polícia Militar do Espírito Santo a possuir dois cursos operacionais de grande exigência. Entre eles estão o Curso Operacional de Rotam (COR) e o Curso de Táticas em Ações de Motopatrulhamento (CTAM).
Subtenente Juliana Mendes









A história da subtenente Juliana Mendes também envolve desafios pessoais enfrentados fora do ambiente profissional.
Em 2024, a policial recebeu o diagnóstico de câncer de mama. A notícia trouxe preocupações sobre a continuidade da carreira militar. Segundo Juliana, um dos maiores temores naquele momento era ser reformada pela corporação e precisar deixar o trabalho.
Entretanto, ela decidiu enfrentar o tratamento sem se afastar definitivamente das atividades profissionais. Durante o período de quimioterapia, a subtenente continuou exercendo suas funções sempre que sua condição de saúde permitia.
Nos dias em que sentia os efeitos mais intensos do tratamento, permanecia em casa para se recuperar. Contudo, ao perceber qualquer sinal de melhora, retornava ao trabalho.
Ao todo, Juliana realizou um ciclo de 14 sessões de quimioterapia. A última etapa do tratamento está prevista para ocorrer no próximo dia 17. Enquanto enfrenta o tratamento, a policial segue conciliando carreira e vida familiar.
Além disso, também acompanha de perto a trajetória do enteado, de 22 anos, que atualmente frequenta o Curso de Oficiais da Polícia Militar. Segundo a família, o jovem decidiu seguir carreira na corporação inspirado pela história e dedicação da madrasta.
Assim, a trajetória da subtenente Juliana se transforma em referência dentro da instituição e também fora dela. No Dia Internacional da Mulher, sua história reforça a presença feminina em funções tradicionalmente ocupadas por homens.
Além disso, demonstra que mulheres ocupam espaços de liderança, enfrentam desafios e continuam inspirando novas gerações. A experiência da policial mostra que força e coragem podem surgir tanto nas operações quanto nos desafios pessoais.
A caminhada da subtenente Juliana Mendes destaca o papel da mulher na segurança pública e reafirma a importância da perseverança diante das adversidades.
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