Segurança

Capital capixaba chega a quase 650 dias sem feminicídio

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a capital capixaba chegou a 638 dias sem registrar casos de feminicídio.

feminicídio
Foto: Freepik

Vitória alcançou um marco importante no enfrentamento à violência contra a mulher. Isso porque, no Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a capital capixaba chegou a 638 dias sem registrar casos de feminicídio.

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Assim, em um cenário nacional marcado por desafios no combate à violência de gênero, o indicador coloca Vitória em destaque. Além disso, evidencia a eficácia de políticas públicas que atuam de forma integrada para ampliar a proteção às mulheres.

A gestão municipal entende que enfrentar a violência exige mais do que ações policiais. Por isso, o município também investe em proteção social, acesso a direitos e fortalecimento da independência feminina.

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Botão Maria da Penha

Segundo a comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, os 638 dias sem feminicídio representam vidas preservadas e demonstram o impacto de políticas permanentes de proteção às mulheres.

Ainda conforme Dayse Barbosa, a segurança pública também exerce papel social importante na transformação da realidade das mulheres. A Guarda Municipal participa diretamente desse processo por meio de patrulhamento preventivo e fiscalização do cumprimento de medidas protetivas.

Além disso, o município utiliza o Botão Maria da Penha, tecnologia que amplia a proteção das vítimas. Quando acionado, o dispositivo envia a localização da mulher à Central de Monitoramento da Guarda Municipal. Em seguida, a central direciona uma viatura imediatamente ao local e acompanha a ocorrência em tempo real.

Rede de acolhimento fortalece proteção

Vitória também estruturou uma rede de atendimento especializada para acolher vítimas de violência. Desse modo, um dos principais equipamentos dessa rede é a Casa Rosa, espaço voltado ao atendimento de mulheres e famílias em situação de violência intrafamiliar.

Desde a inauguração, em outubro de 2021, o serviço já realizou 16.200 atendimentos. A unidade oferece suporte multidisciplinar com médicos, profissionais de enfermagem, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e psicólogos.

Os registros apontam que 65% dos atendimentos envolvem casos de violência sexual. Outros 16% correspondem à violência física. Já 19% estão relacionados à violência psicológica e negligência. Entre as vítimas atendidas, 80% são mulheres e 44% têm entre 10 e 19 anos.

Outro ponto central da rede é o Centro de Referência em Atendimento à Mulher em Situação de Violência. O equipamento oferece acolhimento psicossocial, escuta qualificada e avaliação de risco.

Entre 2022 e fevereiro de 2026, o serviço atendeu 11.102 mulheres vítimas de violência doméstica. Desde a criação do centro, em 2006, o município registrou 34.913 atendimentos.

Além do atendimento especializado, a prefeitura investe em ações de conscientização. O projeto Maria da Penha vai à Cidade leva orientações e informações para feiras livres da capital. Em 2025, a iniciativa realizou 2.800 abordagens. Já em 2026, o projeto alcançou 1.200 mulheres.

Políticas sociais ampliam proteção

O prefeito de Vitória destacou que o resultado também está ligado à ampliação de políticas sociais voltadas à redução da vulnerabilidade.

Segundo o prefeito, Lorenzo Pazolini, enfrentar a violência contra a mulher exige uma atuação integrada do poder público.

“A expansão da educação em tempo integral representa um dos pilares dessa estratégia. O município passou de quatro escolas nessa modalidade em janeiro de 2022 para cinquenta unidades em 2026“, salienta.

Além de ampliar o tempo das crianças na escola, a medida também permite que muitas mães participem de cursos de qualificação profissional oferecidos pela prefeitura. Dessa forma, o município amplia oportunidades de inserção no mercado de trabalho e reduz situações de dependência econômica.

Requalificação de espaços públicos

Outro eixo importante envolve a requalificação de espaços públicos. A prefeitura investiu em praças, parques, quadras esportivas e academias populares. A ocupação desses locais por famílias fortalece a convivência comunitária e amplia a presença social nos territórios.

A gestão municipal implantou o programa de transferência de renda Vix Mais Cidadania. A iniciativa contribuiu para erradicar a extrema pobreza na capital e ampliar a proteção social de famílias em situação de vulnerabilidade.

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Formada em Licenciatura Letras Português/Literatura. Experiência com assessoria pública e gestão administrativa. Atua na parte esportiva do Aqui Notícias e é cooperadora do podcast esportivo: Linha de Fundo, apresentado toda segunda, quarta e sexta.