O Festival de Inverno pode transformar Guaçuí — se a cidade acreditar nisso
Entre os dias 4, 5 e 6 de junho, durante o feriado de Corpus Christi, Guaçuí receberá mais uma edição do Festival de Inverno.

Por Elias Carvalho
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiAlgo especial está acontecendo em Guaçuí. Não se trata apenas de mais um evento no calendário cultural da cidade. Trata-se de uma oportunidade real de transformação coletiva.
Entre os dias 4, 5 e 6 de junho, durante o feriado de Corpus Christi, Guaçuí receberá mais uma edição do Festival de Inverno. Ao longo dos últimos oito anos, o evento vem crescendo e se consolidando como um dos momentos mais aguardados do ano. Música de qualidade, gastronomia diversificada, vinhos, cervejas artesanais e um clima típico de inverno ajudam a transformar a cidade em um ambiente acolhedor e vibrante.
Nesta edição, artistas consagrados como Paulo Ricardo, Alexandre Pires, Almir Sater e o espetáculo Mamonas Assassinas – O Legado prometem atrair visitantes de diferentes regiões. Contudo, reduzir o festival apenas aos shows seria enxergar apenas uma parte do que ele representa.
Eventos desse porte movimentam muito mais do que o palco principal. Eles ativam a economia local. Hotéis registram ocupação elevada. Restaurantes e bares trabalham com grande fluxo de clientes. O comércio ganha fôlego e oportunidades de trabalho temporário surgem em diversos setores. Para muitos empreendedores locais, esse período já se tornou comparável a um novo “Natal” para os negócios.
Mas existe um ponto essencial que precisa ser compreendido: o sucesso de um festival não depende apenas da programação ou da estrutura. Ele depende, sobretudo, da forma como a própria cidade abraça o evento.
Quando moradores, comerciantes e empresários se envolvem, o festival ganha identidade. A cidade se transforma em vitrine. Cada loja decorada, cada estabelecimento participando, cada morador compartilhando a programação contribui para fortalecer a imagem do evento.
Santa Teresa é um exemplo claro disso. Antes da consolidação do Festival de Jazz e Bossa, a cidade possuía cerca de 250 leitos em pousadas e hotéis. Com o passar dos anos e o crescimento do evento, o turismo se fortaleceu e hoje o município ultrapassa 3.500 leitos. Esse salto não aconteceu por acaso. Ele foi resultado da união entre população, empreendedores e poder público.
Guaçuí tem potencial para trilhar um caminho semelhante. A cidade possui paisagens encantadoras, tradição cultural e uma posição estratégica no Sul do Espírito Santo. O Festival de Inverno pode se tornar um dos principais motores para consolidar Guaçuí como destino turístico regional.
No entanto, isso só será possível se todos compreenderem que o festival não pertence apenas a quem organiza ou patrocina. Ele pertence à cidade.
A participação da população faz toda a diferença. Divulgar o evento, colocar material promocional nos carros, decorar vitrines, compartilhar nas redes sociais e receber bem os visitantes são atitudes simples que fortalecem a identidade do festival.
Quando a cidade acredita no evento, ele cresce.
Quando a população participa, ele ganha força.
E quando todos trabalham juntos, Guaçuí deixa de ser apenas um lugar que recebe um festival e passa a ser um destino.
O Festival de Inverno é uma oportunidade de desenvolvimento, de valorização da cidade e de construção de um novo capítulo para Guaçuí.
Agora, a pergunta que fica é simples: queremos que isso aconteça?
Porque, se quisermos, é totalmente possível.
E talvez esta seja a hora de fazer da próxima edição a maior e mais bonita da história.
*** Elias Carvalho é diretor-presidente do Grupo Folha Caparaó, presidente do Instituto Sustentabilidade Brasil e idealizador do Festival de Inverno de Guaçuí (FIG).
As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do AQUINOTICIAS.COM
