Segurança

Força-tarefa prende mais de 400 homens por crimes contra mulheres no Espírito Santo

Operação Mulher Segura mobiliza polícias Civil e Militar nos 78 municípios capixabas para combater violência doméstica e crimes sexuais

Violência contra a mulher no Espírito Santo
Foto: Polícia Civil

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) apresentou, na última quinta-feira (12), o balanço da Operação Mulher Segura no Espírito Santo.

Entre 19 de fevereiro e 08 de março, a força-tarefa resultou na prisão de 477 homens por crimes contra o público feminino. Do total de detidos, 419 ocorreram em flagrante e 58 por mandados judiciais.

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O esforço concentrado integrou as Polícias Civil e Militar, sob coordenação do Ministério da Justiça. As equipes, com foco no combate ao feminicídio, à violência doméstica e a abusos sexuais, realizaram prisões, mas também atenderam 4.174 vítimas e realizaram quase 3 mil diligências da Patrulha Maria da Penha.

Foco na Prevenção e Mudança Cultural

Além disso, o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, explicou que a iniciativa buscou aproximar a rede de proteção das cidadãs. Segundo ele, o objetivo é garantir que mulheres de todas as idades sintam-se acolhidas ao denunciar.

“Lutamos uma guerra de mudança cultural. Precisamos que a rede de proteção alcance mulheres, crianças e até os agressores”, afirmou o secretário, destacando a importância de ampliar o apoio. Damasceno ressaltou, ainda, que a estrutura de apoio envolve também municípios, casas-abrigo e monitoramento eletrônico de agressores.

Patrulha e Ações Itinerantes

A operação percorreu todo o estado com mutirões em delegacias especializadas e fiscalização rigorosa de medidas protetivas. Cidades como Mantenópolis, Alto Rio Novo e Vitória receberam a Delegacia Móvel da Polícia Civil para registros de ocorrências e acolhimento psicossocial.

A comandante da Companhia Independente de Prevenção à Violência Doméstica (CIMU), major Jaqueline Pandolfi, destacou o papel essencial das “visitas tranquilizadoras”. Segundo a oficial, a Patrulha Maria da Penha intensificou a fiscalização, a fim de garantir a eficácia das decisões judiciais. “As medidas protetivas salvam vidas, especialmente quando recebem esse acompanhamento qualificado”, pontuou a major, ressaltando a importância do monitoramento contínuo.

Rigor nas Investigações

Além disso, os crimes identificados variam de lesão corporal e perseguição (stalking) a estupro. Em Nova Venécia, por exemplo, a inteligência policial conseguiu capturar um homem foragido acusado de abusar da própria cunhada.

Por sua vez, a chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam), delegada Claudia Dematté, reforçou que o machismo ainda sustenta essas violações. “Agiremos com rigor. Investigaremos e responsabilizaremos os autores para que nenhum crime passe impune”, garantiu a delegada, enfatizando o compromisso da polícia com a justiça.

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Estudante de jornalismo pela Unidade Estácio, atua na parte de segurança do portal AQUINOTICIAS.COM. Apaixonada pela área, trabalhou pela primeira vez como estagiária de jornalista aos 18 anos e nunca mais cogitou outro caminho.