Projeto leva empreendedorismo a presídio feminino no ES
A ação utiliza o período da Páscoa como oportunidade para qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo.

A direção do Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC) promoveu, nesta quarta-feira (8), uma oficina de confeitaria e chocolataria voltada às mulheres custodiadas. A iniciativa integra o projeto Mulheres à Mesa, que chega à sua quinta edição. Além disso, a ação utiliza o período da Páscoa como oportunidade para qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiDurante as atividades, as internas aprenderam técnicas essenciais, como manuseio do chocolate, têmpera e montagem de produtos. Ao mesmo tempo, receberam orientações sobre precificação, o que amplia as possibilidades de geração de renda após o cumprimento da pena. Dessa forma, o projeto une aprendizado técnico com planejamento financeiro.
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A Secretaria da Justiça (Sejus), em parceria com a voluntária Jeanne Roberta Casagrande, coordena o projeto desde 2024. Nesta edição, a empresária Helen Cristina de Mattos Pinheiro, responsável pelo Ateliê Doces e Bolos, também participou das aulas. Assim, a iniciativa fortalece a conexão entre o sistema prisional e o mercado de trabalho.
A voluntária e consultora Jeanne Roberta Casagrande destaca que a proposta vai além do ensino culinário. Segundo ela, a oficina estimula disciplina, organização e visão empreendedora. Além disso, incentiva as participantes a pensarem em autonomia financeira. Com isso, o projeto contribui para romper ciclos de vulnerabilidade social.
Mulheres à Mesa
Atualmente, o Mulheres à Mesa já certificou 40 internas em montagem de mesas como atividade econômica. A formação ocorre em quatro módulos e deve ser concluída ainda neste mês. No entanto, o impacto vai além da capacitação técnica. O projeto também trabalha aspectos emocionais, como autoestima e construção de vínculos.
De acordo com Jeanne Roberta Casagrande, o ambiente da oficina desperta memórias afetivas importantes. O contato com o chocolate e o ato de confeitar, por exemplo, resgatam lembranças familiares. Dessa maneira, as participantes vivenciam momentos de cuidado e pertencimento, mesmo em contexto de privação de liberdade.
A diretora do CPFC, Patrícia Castro, afirma que a iniciativa amplia as perspectivas das internas. Conforme explica, muitas delas não tiveram experiências anteriores de convivência à mesa com afeto. Por isso, aprender a preparar alimentos com cuidado representa uma mudança significativa de comportamento. Além disso, Patrícia ressalta que o projeto fortalece o processo de ressocialização.
“As atividades ajudam a desenvolver empatia, responsabilidade e novos projetos de vida. Consequentemente, o trabalho contribui tanto para a reintegração social quanto para a rotina da unidade prisional”, explica.
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