Segurança

Irmãos são condenados a 140 anos por matar família no Espírito Santo

MPES garante condenação de três réus a 140 anos por morte de quatro pessoas da mesma família em Linhares.

Foto: Freepik

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) conseguiu a condenação de três réus a 140 anos de prisão cada um, em regime inicial fechado, pelos homicídios qualificados de quatro pessoas da mesma família e pelo estupro de uma das vítimas, em Linhares, no Norte do Estado. O caso é considerado um dos mais violentos já registrados na região.

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O crime ocorreu em 11 de dezembro de 2014, na localidade de São Rafael. Os réus — Jairo Conceição dos Santos, Maurício Ramos dos Santos e Ismael Vitor dos Santos Júnior — foram julgados pelo Tribunal do Júri, iniciado na quarta-feira (22) e encerrado por volta das 22h30 desta quinta-feira (23). A Justiça determinou a execução imediata das penas, conforme pedido do MPES.

Durante o julgamento, os promotores Adriani Ozório e Claudeval Franca sustentaram a acusação com base nas provas reunidas ao longo da investigação. Os réus foram condenados pelos assassinatos de Franciele Telek de Oliveira, Flávio Telek de Oliveira, Eleilson Souza e de uma criança de três anos. A morte da criança resultou no aumento da pena.

Além dos homicídios, o júri reconheceu o estupro qualificado contra Franciele Telek de Oliveira, ocorrido no mesmo imóvel onde estava a criança. O processo tramitou sob o número 0013525-38.2015.8.08.0030.

Segundo a investigação, o crime foi premeditado. Os réus foram até a casa das vítimas com a intenção de matá-las, motivados por desavenças pessoais. Após os assassinatos, os corpos foram carbonizados, o que, de acordo com a decisão judicial, agravou a pena por impedir um sepultamento digno.

O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e emprego de meio cruel, incluindo o uso de fogo.

Após a sentença, Jairo Conceição dos Santos e Ismael Vitor dos Santos Júnior, que respondiam em liberdade, tiveram a prisão decretada imediatamente. Já Maurício Ramos dos Santos, que já estava preso, teve a custódia mantida.

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Jornalista com mais de uma década de experiência em produção de conteúdo jornalístico e cobertura de temas políticos, de segurança pública e institucionais. Atua com redação e edição de matérias para diferentes plataformas. Também possui experiência em comunicação política e eleitoral, assessoria de imprensa e redação publicitária.