Pesquisa do Procon de Vitória mostra diferença de até 351% nos preços de alimentos
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de junho.

Antes de colocar os produtos no carrinho, fazer uma avaliação dos preços continua sendo a melhor forma de economizar. A pesquisa de Itens de Primeira Necessidade realizada pelo Procon Vitória mostra que, embora produtos importantes da mesa do brasileiro, como o arroz, mantenham trajetória de queda e contribuam para reduzir o custo da cesta, carnes e alguns itens do hortifrúti seguem pressionando o orçamento das famílias.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO feijão apresentou estabilidade em relação ao mês anterior, mas permanece acima dos menores valores registrados ao longo da série histórica. Já entre estabelecimentos, a maior diferença de preços encontrada foi na banana-prata, que variou 351,76%, podendo ser encontrada entre R$ 1,99 e R$ 8,99, dependendo do local de compra.
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A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de junho, em nove estabelecimentos comerciais distribuídos pelas diferentes regiões administrativas de Vitória. Ao todo, foram pesquisados 65 produtos de alimentação, carnes, padaria, bebidas, frutas e verduras, higiene pessoal, limpeza doméstica e cuidados infantis.
Maiores diferenças
Além da banana-prata, outras grandes diferenças de preços foram verificadas na laranja-pera, com variação de 197,66% (de R$ 2,99 a R$ 8,90), na salsa, com 187,05% (de R$ 1,39 a R$ 3,99), e na cebolinha, com 179,14% (de R$ 1,39 a R$ 3,88). Os números reforçam que uma simples comparação entre estabelecimentos pode representar uma economia significativa no fim da compra.
Comparação maio e junho
Na comparação entre maio e junho, o destaque de alta foi o alho, cujo menor preço subiu 58,68%, passando de R$ 9,39 para R$ 14,90. Em sentido contrário, o talco para bebê apresentou a maior redução do período, com queda de 42,51%, passando de R$ 21,90 para R$ 12,59. Já na comparação com o início do ano, a cenoura foi o item que mais encareceu, acumulando alta de 200,5%, enquanto o apresuntado fatiado registrou redução de 45,65%.
Mesmo período do ano passado
Em relação ao mesmo período do ano passado, a pesquisa mostra que alguns produtos continuam proporcionando alívio ao consumidor. O arroz manteve a tendência de queda, passando de R$ 23,98 no início de 2025 para R$ 15,35 em junho deste ano, enquanto o alho, apesar da alta registrada no último mês, ainda custa praticamente a metade do valor encontrado em junho de 2025. Em contrapartida, produtos como cenoura, carne bovina e frango apresentam aumento de preços em relação aos primeiros meses de 2026, exigindo maior atenção do consumidor.
Custo da cesta básica
Outro dado positivo apontado pela pesquisa é a redução no custo total da cesta de itens de primeira necessidade, que caiu de R$ 745,86 em maio para R$ 723,55 em junho. Com isso, o comprometimento do salário-mínimo para a compra dos 65 itens pesquisados passou de 46,01% para 44,64%, representando um pequeno alívio no orçamento das famílias.
Informações que ajudam a população
Para o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, a pesquisa reforça o compromisso da Prefeitura de Vitória em oferecer informações que ajudam a população a consumir de forma mais consciente.
“Mais do que apresentar números, esse levantamento é um serviço de utilidade pública. Quando o consumidor conhece as diferenças de preços e acompanha o comportamento do mercado, ele consegue planejar melhor as compras, economizar e fazer escolhas mais conscientes para proteger o orçamento da família”, destacou.
O gerente do Procon Vitória, Breno Panetto, destaca que os resultados demonstram a importância de pesquisar antes de comprar.
“Mesmo em um cenário de redução no custo total da cesta, encontramos diferenças muito expressivas entre estabelecimentos para um mesmo produto. Em alguns casos, a economia pode chegar a várias vezes o valor do item. Por isso, a orientação do Procon é que o consumidor compare preços, avalie promoções com atenção e planeje suas compras antes de sair de casa”, reforça.
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