PF prende dono de farmácia em operação contra venda ilegal de remédios no ES
Operação Fentanil II apura suspeita de desvio e comercialização clandestina de medicamentos controlados em Vitória.

A Polícia Federal no Espírito Santo deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Fentanil II, em Vitória. A ação investiga o desvio e a comercialização clandestina de medicamentos sujeitos a controle especial.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA operação contou com apoio operacional da Vigilância Sanitária do Município de Vitória. Segundo a PF, a apuração mira suspeitas de que medicamentos controlados estariam sendo destinados ao abastecimento de organizações criminosas.
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A investigação começou após denúncias encaminhadas pelo canal ComunicaPF. De acordo com as informações recebidas, uma farmácia localizada em Vitória estaria fornecendo irregularmente medicamentos como fentanil e misoprostol, conhecido comercialmente como Citotec, a traficantes da Grande Vitória e do interior do Estado.
A Polícia Federal também apura a possível utilização do fentanil na adulteração de drogas ilícitas, como cocaína e crack. Segundo a corporação, essa prática aumenta os riscos de intoxicação e overdose, o que representa grave ameaça à saúde pública.
Durante as diligências, os agentes constataram que a farmácia investigada não possuía a autorização sanitária exigida para comercializar medicamentos. Outras irregularidades administrativas também foram identificadas ao longo da investigação.
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. O objetivo foi recolher medicamentos sujeitos a controle especial, aparelhos eletrônicos, documentos, registros comerciais e outros materiais que possam contribuir para o avanço das apurações.
O proprietário da farmácia foi preso em flagrante pela comercialização de medicamentos sem o devido registro exigido pelo órgão de vigilância sanitária.
O investigado poderá responder pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, previsto no artigo 273 do Código Penal.
Além disso, ele também poderá responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico, caso os elementos apreendidos confirmem as suspeitas investigadas pela Polícia Federal.

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