Política Nacional

Jack Rocha reage a ataques ao voto feminino e aciona PGR após declarações de bolsonaristas

No pedido, a parlamentar solicita a apuração dos fatos por entender que as manifestações representam um ataque à participação política das mulheres e podem configurar violência política de gênero.

Foto: Reprodução | Câmara dos Deputados

A deputada federal Jack Rocha (PT-ES) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) após declarações do influenciador Paulo Figueiredo sobre o voto feminino e a divulgação de uma cartilha do Partido Missão que trata do chamado “voto familiar”. No pedido, a parlamentar solicita a apuração dos fatos por entender que as manifestações representam um ataque à participação política das mulheres e podem configurar violência política de gênero.

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O documento também inclui o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre os representados, ao pedir a investigação de uma eventual participação dele na difusão das declarações.

Em publicação nas redes sociais, Jack Rocha afirmou que “não existe democracia sem participação das mulheres” e criticou qualquer tentativa de relativizar o direito ao voto feminino. Segundo a deputada, “quando alguém afirma que mulheres ‘votam mal’, não está apenas ofendendo mulheres. Está questionando um dos pilares da democracia: o sufrágio universal”.

A parlamentar destacou ainda que o direito ao voto das mulheres foi resultado de uma longa luta por igualdade e cidadania. “O direito ao voto feminino não foi um presente. Foi uma conquista construída por gerações de brasileiras que enfrentaram preconceito, exclusão e resistência para serem reconhecidas como cidadãs plenas”, declarou. Ela também ressaltou que “nenhuma mulher vota por ser solteira, casada, viúva ou divorciada. Cada mulher vota como sujeito de direitos, com autonomia, consciência e liberdade garantidas pela Constituição”.

Na avaliação da deputada, propostas que defendem o chamado “voto familiar” contrariam princípios constitucionais. “Ideias que sugerem limitar, relativizar ou subordinar o voto das mulheres ao chamado ‘voto familiar’ precisam ser debatidas com seriedade, sempre à luz dos princípios constitucionais de igualdade, liberdade e democracia”, afirmou.

Jack Rocha concluiu defendendo a preservação dos direitos políticos das mulheres. “Questionar a capacidade política das mulheres é tentar diminuir sua voz, sua participação e sua representação na vida pública. Defender o voto feminino é defender a democracia. E democracia não admite cidadania pela metade.”

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Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade 2 de Julho e MBA em Comunicação Corporativa pela Unifacs, já trabalhou como produtor de jornalismo all news na Band News FM Salvador. Exerceu a função de assessor de imprensa e comunicação na Prefeitura de Madre de Deus, Grupo Varjão e Câmara Municipal de Salvador.