Miliciano acusado de mandar matar vereador no Sul do ES é preso no Rio
Acusado de mandar matar o vereador Marquinhos da Cooperativa, “Waguinho Batman” foi preso após dois meses de monitoramento no RJ.

Apontado pela Polícia Civil como integrante de milícia e mandante do assassinato de um vereador de Presidente Kennedy, Gilbert Wagner Antunes Lopes, o “Waguinho Batman”, foi preso nesta terça-feira (14), em Itaguaí, no Rio de Janeiro.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiAs investigações apontam Gilbert como o mandante do assassinato de Marcos Augusto Costalonga, o Marquinhos da Cooperativa, que exercia o cargo de vereador em Presidente Kennedy.
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A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), com o apoio da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), comandada pelo delegado-geral Fabrício Dutra.
De acordo com a polícia fluminense, Gilbert é militar reformado da Força Aérea e utilizava documentos falsos para se passar por outra pessoa. Ele deverá ser encaminhado ao presídio militar do Rio de Janeiro.
Investigado buscava proteção de milicianos
O trabalho de inteligência começou em abril deste ano. Na ocasião, os investigadores descobriram que o foragido buscava abrigo entre integrantes de uma milícia que atua na região de Chaperó, em Itaguaí.
A partir dessas informações, as equipes passaram a acompanhar os deslocamentos do investigado. Segundo a PCERJ, Gilbert mudava frequentemente de endereço e circulava por diferentes municípios do Rio de Janeiro para evitar a prisão.
Os agentes chegaram perto de capturá-lo na última sexta-feira (10), em Mangaratiba. Contudo, Gilbert conseguiu escapar ao se misturar entre as pessoas que participavam de um evento na cidade.
O monitoramento continuou e, quatro dias depois, os policiais localizaram o suspeito no bairro Engenho, em Itaguaí.
Cobrança de dívida teria motivado o crime
Conforme as investigações, “Waguinho Batman” teria ordenado a morte do vereador após ser cobrado por uma dívida.
A Justiça decretou a prisão preventiva de Gilbert em 10 de junho de 2024. Desde então, ele permanecia foragido.
Outros cinco suspeitos de envolvimento no assassinato foram presos ainda em 2024, durante a Operação Gatepost, deflagrada pelas polícias Civil e Militar.
Três desses investigados foram soltos em 6 de maio de 2026, cerca de 20 dias antes de o assassinato completar cinco anos.
O mandado judicial afirma que Gilbert responde por crimes considerados de elevada gravidade e integra um grupo investigado por homicídios e outros delitos.
Ainda segundo a investigação, o apelido “Batman” faz referência a outro miliciano que atuava na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A denominação também estaria relacionada à suposta ligação de Gilbert com grupos paramilitares.
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