Espírito Santo constrói Plano Estadual de Inclusão

Iniciativa conta com a participação de todo o território capixaba

Fonte: assessoria SUPED

Por Marcel Carone

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O Espírito Santo vive um momento importante na construção de políticas públicas voltadas à inclusão e à garantia de direitos da pessoa com deficiência. Com coordenação do Governo do Estado, o Plano Estadual de Inclusão nasce a partir de um processo amplo de participação popular, escuta regionalizada e formação técnica, reunindo representantes de diferentes municípios, instituições e segmentos da sociedade civil.

À frente desse trabalho está o subsecretário de Inclusão, Martoni Sampaio, que conduz uma das maiores mobilizações já realizadas no Estado voltadas à formulação de uma política pública estruturada para a pessoa com deficiência. O objetivo é construir um plano moderno, participativo e alinhado às necessidades reais das famílias capixabas.

O processo foi organizado em três grandes fases, pensadas para garantir não apenas a participação popular, mas também a qualificação técnica dos envolvidos. A primeira etapa consiste na escuta presencial regionalizada, realizada em diferentes regiões do Espírito Santo. A proposta é permitir que todos os municípios tenham voz ativa na construção do plano, apresentando demandas, sugestões e prioridades relacionadas à inclusão.

Essa fase representa um passo importante para aproximar o poder público da realidade vivida pelas famílias. Cada região possui desafios específicos relacionados à acessibilidade, educação especial, mobilidade, saúde, empregabilidade e atendimento social. Ao ouvir diretamente representantes municipais, lideranças comunitárias, entidades e pessoas com deficiência, o Governo do Estado fortalece uma política construída de forma coletiva e conectada às necessidades do território capixaba.

A segunda fase do processo é a formação em modalidade EAD para todos os participantes envolvidos na elaboração do plano. A iniciativa busca oferecer conhecimento técnico sobre legislação, direitos da pessoa com deficiência, eixos temáticos e fundamentos das políticas públicas inclusivas. A formação também serve como instrumento de nivelamento técnico, garantindo que os participantes possam contribuir de maneira qualificada durante todas as etapas da construção do documento.

Além da capacitação, o conteúdo apresentado busca ampliar a compreensão sobre inclusão como responsabilidade compartilhada entre Estado, municípios e sociedade civil. O processo formativo fortalece o debate técnico e ajuda a transformar propostas em ações viáveis, alinhadas às legislações nacionais e internacionais voltadas à garantia de direitos da pessoa com deficiência.

Na etapa final, o plano será apresentado ao Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONDEF-ES). Em seguida, será realizado o Fórum Estadual de Validação do Plano, reunindo cerca de 300 delegados de todas as regiões do Espírito Santo. O encontro terá a missão de consolidar as propostas construídas ao longo das etapas anteriores e validar oficialmente as diretrizes que irão nortear o Plano Estadual de Inclusão.

O fórum representa um momento histórico para o Espírito Santo, pois consolida uma metodologia participativa, democrática e descentralizada. Mais do que um documento institucional, o plano pretende se transformar em um instrumento permanente de fortalecimento das políticas públicas inclusivas, servindo como referência para ações futuras em diversas áreas do governo.

As atividades já começaram e serão desenvolvidas ao longo de três meses. O número de participantes demonstra a dimensão da mobilização: mais de mil representantes de todas as regiões do Estado já estão inscritos no processo. Entre eles estão membros do poder público, profissionais da educação, assistência social, saúde, representantes de entidades, conselhos, famílias e lideranças ligadas à causa da inclusão.

A construção do plano conta ainda com importantes parcerias institucionais. Participam dessa mobilização o Governo do Estado do Espírito Santo, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo – FAPES, o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Condef e a Subsecretaria de Políticas de Inclusão das Pessoas com Deficiência – SUPED. A união entre instituições públicas, conselhos e setores técnicos reforça a seriedade do trabalho desenvolvido.

Mais do que elaborar um documento, o Espírito Santo dá um exemplo de construção coletiva e responsabilidade social. O Plano Estadual de Inclusão surge como uma oportunidade de organizar prioridades, fortalecer direitos e ampliar o olhar sobre acessibilidade, autonomia e participação social.

A iniciativa demonstra que inclusão não pode ser tratada apenas como discurso. Ela precisa estar presente no planejamento, na formação técnica, na escuta da população e na criação de políticas públicas capazes de alcançar quem mais precisa. O processo liderado pelo Governo do Estado aponta justamente para esse caminho: ouvir, planejar, qualificar e construir soluções de forma conjunta.

O Espírito Santo avança, assim, para consolidar uma política estadual mais humana, técnica e participativa, colocando a inclusão como prioridade estratégica para o presente e para o futuro das famílias capixabas.

Este texto é de autoria de Marcel Carone, empreendedor social e Embaixador da Inclusão reconhecido internacionalmente pelas Nações Unidas. Representou o Brasil e o Espírito Santo em Nova York, onde discursou na ONU em defesa dos direitos da pessoa com deficiência e da inclusão social. Atua na construção de políticas públicas inclusivas, no fortalecimento do Terceiro Setor e em causas como o combate à subnutrição infantil e à violência contra a mulher. É idealizador da cartilha Incluir+, guia prático voltado à atuação de vereadores na promoção da inclusão.

*** Marcel Carone é empreendedor social e Embaixador da Inclusão reconhecido internacionalmente pelas Nações Unidas. Representou o Brasil e o Espírito Santo em Nova York, onde discursou na ONU em defesa dos direitos da pessoa com deficiência e da inclusão social. Atua na construção de políticas públicas inclusivas, no fortalecimento do Terceiro Setor e em causas como o combate à subnutrição infantil e à violência contra a mulher. É idealizador da cartilha Incluir+, guia prático voltado à atuação de vereadores na promoção da inclusão.

As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do AQUINOTICIAS.COM