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Número de mulheres aponta grau de machismo nas Câmaras do Sul do ES

Nesse ano, em que serão realizadas as eleições municipais, os partidos têm se mobilizado em busca de mulheres que queiram se candidatar a vereadoras ou prefeitas.

3 mins de leitura

em 01 de mar de 2024, às 17h13

Foto: Reprodução

Por: Flavio Cirilo
jornalismo.aquinoticias@gmail.com
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Infelizmente as mulheres ainda são minorias nos espaços de poder. Nesse ano, em que serão realizadas as eleições municipais, os partidos têm se mobilizado em busca de mulheres que queiram se candidatar a vereadoras ou prefeitas.

Mas tal iniciativa, apesar de ser um grande avanço, merece um questionamento: a corrida por mais mulheres no poder é um desejo real de inclusão feminina pelos grupos políticos, até então dominados por homens, ou é apenas um esforço para cumprir a cota de gênero estabelecida pela legislação eleitoral (artigo 10, parágrafo 3º, da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997)?

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Porém, neste momento, o que menos importa é o sentido do esforço das legendas, mas sim a possibilidade que as mulheres têm de verdadeiramente ocupar mais espaço nos ambientes de Poder.

Câmaras mais “machistas”?
No Sul do Espírito Santo, por exemplo, é possível ter um recorte dessa realidade nacional, que demonstra, ainda que de forma disfarçada, a cultura machista que impera no Brasil.

Em Cachoeiro de Itapemirim, a maior cidade do Sul do Estado, dos 19 vereadores eleitos, não há nenhuma representante do sexo feminino, tendo o mesmo contexto repetido nas principais cidades do litoral Sul, como Itapemirim, com 11 vereadores, e Marataízes, com 13 parlamentares, todos homens.

Tem, mas precisa melhorar
Apesar de ainda não ser a quantidade ideal, alguns municípios até tem a presença de mulheres no Poder Legislativo municipal, mas em um número, que não chega a ser nem a metade.

Na cidade de Anchieta, dos 11 vereadores, apenas 2 são mulheres: a Marcia Cypriano Assad(PODE) e a Tereza Mezadri(PSB). Já em Presidente Kennedy dos nove representantes da Cãmara, apenas 1 é do sexo feminino, a Mirian Jesus de Faria (DEM).

A mesma situação se repete em Atílio Vivácqua, onde entre 9 vereadores, somente a Sandra Lucia Ventury Canzian Lopes (UNIÃO) ocupa uma cadeira.

Muqui também só conta com 1 mulher na Câmara, a Edina Moreira (PTB), dos 9 vereadores eleitos. Assim como Mimoso do Sul, onde dos 11 vereadores, apenas Glórinha da Areia Branca (SOLIDARIEDADE) é do sexo feminino.

Em Rio Novo do Sul, Lari Bortolote Marcon (Republicanos) e Marcia Bortoloti Wetler (PP), representam as mulheres em meio aos 10 integrantes da Casa de Leis. E Piúma, dos 11 vereadores, Bernadete Calenzani (Patriota) e Fernanda Taylor (solidariedade) fazem ecoar a voz feminina no Poder.

A que equipara mais
Em Vargem Alta, onde o Poder Legislativo é composto por 11 vereadores, a representatividade feminina é um pouco maior, são de 4 mulheres: a Alessandra Olga Borges Fassarella (PSB), Ana Cleuza Thomazini (DEM); Anna Maria Pedruzzi Gaburro (MDB) e a Mara Farmacêutica (Republicanos).

A proporção também segue em alta em Iconha, onde dos 9 vereadores, 3 são do sexo feminino: a Alessandra Paganini Lourencini (Republicanos), a Ediana Carla Curitiba (PSB) e a Gabriela Donateli (PRTB).

As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do AQUINOTICIAS.COM

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