Mastologista: quando procurar e como cuidar da saúde das mamas

Viva Vida

em 21 de out de 2026, às 09h41

Mastologista: quando procurar e como cuidar da saúde das mamas


No Viva Vida de 13/10, a Dra. Fernanda Carlinda, mastologista do Hospital Evangélico de Cachoeiro (HECI), conversamos sobre saúde da mulher, prevenção, cuidados com as mamas e a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. Durante o programa, a médica compartilhou orientações e esclareceu diversas dúvidas sobre quando procurar uma mastologista e como cuidar da saúde mamária.

O cuidado com as mamas envolve informação, acompanhamento médico e atenção às mudanças no próprio corpo. Embora o câncer de mama seja mais frequente após os 50 anos, mulheres mais jovens também podem desenvolver a doença. Por isso, conhecer os sinais de alerta e saber qual profissional procurar ajuda a buscar atendimento no momento adequado.

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Durante o Outubro Rosa, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) reforça a importância do diagnóstico precoce. A instituição acompanha pacientes em diferentes etapas do tratamento oncológico, incluindo quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia.

O que faz uma mastologista e quando procurar essa especialista?

A mastologia é a especialidade médica dedicada à prevenção, à investigação e ao tratamento de doenças das mamas. A mastologista avalia alterações mamárias, solicita exames quando necessário e acompanha pacientes com condições benignas ou suspeita de câncer.

Nem toda consulta com mastologista envolve cirurgia. A profissional pode orientar o acompanhamento clínico, interpretar resultados de exames e definir a necessidade de outros procedimentos. Quando o caso exige uma intervenção cirúrgica, ela também pode realizar a operação, conforme sua formação e atuação.

A consulta pode ser indicada diante de sinais como:

  • Caroço na mama ou na axila;
  • Alteração no formato ou no tamanho de uma das mamas;
  • Retração do mamilo ou da pele;
  • Secreção espontânea pelo mamilo, principalmente com sangue;
  • Vermelhidão, inchaço ou mudanças persistentes na pele;
  • Dor localizada e persistente, especialmente quando acompanhada de outras alterações.

Esses sinais não confirmam, por si só, um câncer. Entretanto, justificam avaliação profissional, principalmente quando surgem recentemente ou persistem.

Mulheres sem sintomas também precisam acompanhar a saúde das mamas. A idade, o histórico familiar e outros fatores individuais ajudam a definir quando realizar consultas e exames.

Câncer de mama: quantos casos são esperados no Brasil?

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 78.610 novos casos de câncer de mama feminino por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Isso corresponde a um risco estimado de 71,57 casos para cada 100 mil mulheres. A Região Sudeste apresenta a maior estimativa de incidência, com 88,29 casos por 100 mil mulheres.

O câncer de mama ocorre quando células anormais se multiplicam de maneira descontrolada. A idade é um dos principais fatores de risco, mas o histórico familiar, fatores hormonais, o consumo de álcool, a inatividade física e o excesso de gordura corporal também podem influenciar o risco.

Segundo o HECI, mais de 1.400 pacientes com câncer de mama receberam quimioterapia ou hormonioterapia na instituição em 2025. No mesmo ano, o hospital realizou mais de 100 tratamentos de radioterapia para a doença.

Esses números reforçam a importância de reconhecer alterações, procurar atendimento e seguir as recomendações de rastreamento adequadas a cada perfil.

Como cuidar das mamas e favorecer o diagnóstico precoce?

Conhecer a aparência habitual das próprias mamas ajuda a perceber mudanças. No entanto, observar o corpo não substitui a avaliação médica nem os exames indicados para cada faixa etária e nível de risco.

Ao identificar uma alteração, procure uma unidade de saúde. A equipe poderá avaliar os sintomas e encaminhar para a mastologista ou para outros serviços, conforme a necessidade.

A mamografia é um exame de imagem que pode identificar alterações antes de surgirem sintomas. A indicação e a periodicidade dependem das recomendações de rastreamento e das características individuais.

Além disso, manter atividade física, evitar bebidas alcoólicas e adotar hábitos saudáveis pode contribuir para reduzir o risco de câncer de mama. Essas medidas, porém, não eliminam completamente a possibilidade de desenvolver a doença.

O SUS oferece cirurgia de reconstrução mamária?

Sim. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cirurgia plástica reconstrutiva da mama para mulheres que sofreram perda total ou parcial da mama em decorrência do tratamento do câncer. A legislação brasileira assegura esse direito.

Quando existem condições clínicas e técnicas, a equipe pode realizar a reconstrução durante a mesma cirurgia de retirada do tumor. Caso isso não seja possível, a paciente deve receber acompanhamento e encaminhamento para o procedimento quando alcançar as condições necessárias.

A reconstrução pode envolver diferentes técnicas, conforme a situação clínica e a avaliação da equipe responsável. A disponibilidade do serviço e o fluxo de atendimento dependem da organização da rede de saúde.

Para saber como acessar o procedimento, a paciente pode procurar a unidade de saúde que acompanha seu tratamento e solicitar informações sobre o encaminhamento para um serviço habilitado.

O Outubro Rosa amplia o debate sobre a saúde feminina, mas o cuidado não deve se limitar a um mês. Informação confiável, atenção às mudanças e acesso aos serviços de saúde ajudam a identificar problemas e buscar tratamento oportunamente.