Brasil já tem mais de 1 milhão de divórcios extrajudiciais; veja diferenças
Dessa forma o casal pode procurar os serviços de cartórios, sem a necessidade de um processo na Justiça, e ainda ser feito de forma online

Uma nova prática de divórcio tem aumentado no Brasil: o divórcio extrajudicial. A nova modalidade tem tido grande procura por casais que querem se separar de maneira mais rápida e sem tantos entraves burocráticos. Dessa forma o casal pode procurar os serviços de cartórios, sem a necessidade de um processo na Justiça, e ainda ser feito de forma online.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiDesde 2007, quando a Lei 11.441 passou a possibilitar a oficialização do divórcio em cartório online, o país já registrou cerca de 1.025.205 de processos dessa natureza. No Espírito Santo, em 2020, foram realizados, em junho, 18,4% divórcios em Cartórios de Notas a mais que no mesmo mês de 2019. É o que comprovam os dados do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF).
Segundo Rayane Vaz Rangel, advogada de família e presidente da Comissão de Direito de Família da OAB Cariacica, o alto interesse está justamente no fato do processo não mover o judiciário para funcionar. “Para fazer o divórcio extrajudicial, é preciso que as partes estejam de acordo com a separação, que não tenham filhos menores de idade ou incapazes. Além disso, é necessário que não haja litígio entre os dois”, explica a advogada.
Em 2020, por causa do lockdown imposto pela pandemia, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) liberou que os cartórios fizessem os atos de forma online. “Hoje o divórcio está muito mais simples. O cartório dispõe o e-notariado, um sistema em que as partes realizam o divórcio por vídeo, com assinatura eletrônica”, diz Rayane.
Para realizar o processo o casal precisa ter os seguintes documentos: certidão de casamento atualizada, documento de identificação e comprovante de endereço. Caso o casal também tenha a documentação do patrimônio referente à partilha de bens em ordem, o divórcio pode ser realizado até no mesmo dia. “Mesmo com todas essas facilidades, é importante ressaltar que ainda precisa de um advogado. Não há como realizar um divórcio sem a presença de um profissional”, ressalta a advogada.
Aumento de 16,8% nos divórcios no Brasil em 2021, revela IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou seu mais recente relatório das Estatísticas do Registro Civil em fevereiro, revelando um aumento significativo nos divórcios no Brasil em 2021. De acordo com o relatório, o país registrou um total de 386.813 divórcios concedidos em primeira instância judicial ou realizados por escrituras extrajudiciais no ano passado. Este número representa um aumento impressionante de 16,8% em comparação com os 331.185 divórcios registrados em 2020.
Dos divórcios concedidos judicialmente em primeira instância, um total de 299.846 foram contabilizados, representando 77,5% do total de divórcios no país. É notável que quase metade desses divórcios (48,5%) envolveu cônjuges com filhos menores de idade, o que os tornou inelegíveis para a modalidade extrajudicial.
A análise do relatório também revela que a taxa de divórcios por mil pessoas com 20 anos ou mais atingiu 2,49%. Em média, os homens se divorciaram aos 43,6 anos de idade, enquanto as mulheres optaram pelo divórcio com uma média de 40,6 anos de idade. Além disso, a pesquisa apontou que o tempo médio entre a data do casamento e a da sentença ou escritura do divórcio foi de 13,6 anos.
Você no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726