Cidades

Festa tradicional do Sul do ES pode se tornar patrimônio cultural imaterial

A iniciativa é do deputado Bruno Resende, que reforça a importância do evento para os município de Muqui, Mimoso do Sul e Alegre.

Foto: Ellen Campanharo | Ales

Uma tradição cultural vinda da Europa, a Folia de Reis poderá tornar-se patrimônio cultural imaterial do Espírito Santo. É o que pretende o deputado Dr. Bruno Resende (União) por meio do Projeto de Lei (PL) 625/2023, que tramita na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). Com origem em países de tradição católica, a manifestação foi trazida ao Brasil pelos portugueses e hoje é encontrada em diversas cidades capixabas, especialmente em Muqui, Mimoso do Sul e Alegre.

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“Cada grupo é formado por 11 elementos representando os apóstolos, 1 mestre da folia, 1 tipo de líder espiritual e 2 palhaços, que representam Herodes e os soldados que perseguiram o menino Jesus. Procuram se esmerar sob seus disfarces com lindas e exóticas fantasias adornadas com pelos, ossos e muito brilho. Usam cetim nas cores azul, verde, vermelho e amarelo, com chapéus e andores enfeitados com fitas e pedacinhos de espelho”, explica o parlamentar na justificativa da matéria.

“Já os palhaços usam roupas de chitão com estampas coloridas, túnica de babados e máscaras com couro de cabra, tudo feito por eles mesmos. Além das violas, da sanfona e da voz em lamento, as conhecidas ‘toadas’, seguem um ritmo que foi adotado pelas escolas de samba. Ao som do bumbo, do surdo, do tarol e também do violão, usam pandeiros e triângulos, ritmando o dançar do palhaço e também a tira dos desafios”, complementa.

As manifestações ocorrem, geralmente, aos sábados, entre os dias 6 de janeiro (fim do ciclo dos festejos natalinos) e 3 de fevereiro (Dia de São Brá). “As Folias de Reis são encontradas no sul do Espírito Santo, em numerosos grupos. (…) Se apresentam a partir do dia 6 de janeiro em louvor aos santos Reis Magos, vindas das redondezas. A diferença com o Reis de Boi, do norte do Espírito Santo e extremo sul da Bahia, é que as Folias de Reis não têm o boi e a bicharada”, comenta o proponente.

“O reconhecimento que buscamos é de suma importância, pois a preservação da nossa história nessas manifestações culturais, representação das formas e expressão do tradicionalismo bandeirante, impondo-se seu registro como manifestação cultural estadual e eleva essa atividade à condição de bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural do Estado, para com isso manter nossas raízes e tradições”, conclui Dr. Bruno.

Tramitação

O PL 625/2023 vai tramitar pelas comissões de Justiça, Cultura, Turismo e Finanças, antes de ser analisado em plenário pelos deputados. 

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