Guaçuí

Corrente do bem: comunidade ajuda senhor na venda de churros

Dono do Churros Guaçuí, seu Geraldo, não conseguia vender por causa da concorrência de barracas maiores, na festa do município, mas a comunidade se mobilizou e ajudou

Foto mostra grande fila para comprar churros na barraca de Seu Geraldo na Festa de Guaçuí
Fotos Ingrid Couzi

A mobilização da comunidade de Guaçuí, que se transformou numa corrente do bem, ajudou um pequeno comerciante a melhorar a venda em sua barraca de churros. O fato aconteceu durante a realização da festa do município, no último final de semana, quando várias barracas de ambulantes são montadas na Avenida Beira Rio, no centro da cidade, próxima à área de eventos do município.

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Tudo começou, quando algumas pessoas notaram que o dono da barraca do Churros Guaçuí, seu Geraldo, 80 anos de idade, estava quase sem clientes, vendendo 10 churros por dia, enquanto outras maiores e mais coloridas atendiam filas enormes. Ele cuida de sua esposa, com problemas de saúde, com o que ganha na venda do churros, e a festa do município é a chance de aumentar as vendas. “Vendo churros na cidade há mais de 17 anos, mas na festa da cidade a concorrência é grande”, conta.

Diante disso, pessoas como a jovem Ana Luíza Ferreira, 15 anos, se comoveram. Ela postou, em suas redes sociais, sobre a situação de Seu Geraldo e pediu que as pessoas ajudassem, comprando “pelo menos um churros dele”, que é comerciante de Guaçuí. Iniciativa que foi exaltada por outra internauta que elogiou a menina e também pedindo para as pessoas ajudassem. E, em pouco tempo, a fila havia se invertido, com as pessoas, principalmente os moradores da cidade, optando por comprar os Churros Guaçuí.

“O churros dele é muito bom”

O sorridente Seu Geraldo (Foto Ingrid Couzi).

Um outro internauta, também postou nas redes sociais falando da situação do Seu Geraldo. “O churros dele é muito bom e as pessoas estão esquecendo, dando preferência para outro, estão ligando mais para a aparência”, disse. “A barraquinha dele é do lado e deu uma dor ver ele olhando uma fila enorme do lado, sendo que no dele não tinha um”, completa.

Ao mesmo tempo, a professora Ingrid Couzi, outra moradora de Guaçuí, também havia notado a dificuldade de Seu Geraldo para vender seus churros. “A barraca dele estava muito escondida e não aceitava cartão, nem Pix”, conta. Ela também postou nas redes sociais sobre a situação e as pessoas começaram a se colocar à disposição. E, no final, Seu Geraldo estava até com chave Pix, o que ajudou a aumentar as vendas, com as pessoas dando preferência a seu produto, para a felicidade de um sorridente Seu Geraldo. “Foi muito bacana ver as pessoas ajudando, porque ele precisa, cuida da sua esposa com o que vende”, completa a professora.

Barraca incendiada

Inclusive, a própria Ingrid Couzi destaca que a mesma solidariedade da comunidade se manifestou para ajudar outro comerciante na mesma festa. O proprietário de uma barraca que comercializava queijo empanado perdeu praticamente tudo, quando um incêndio consumiu completamente seu negócio, durante o evento.

Sensibilizadas com a situação, várias pessoas estão se mobilizando, para arrecadar recursos que ajudem ao pequeno empreendedor a recuperar seu negócio. “Foi disponibilizado um número de Pix e estão conseguindo arrecadar um dinheirinho que vai ajudar na situação”, enfatiza Ingrid Couzi.

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