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Em Marataízes

“Dói ver as pessoas me acusando”, diz mãe de bebê que morreu engasgado

Theo Meireles morreu engasgado após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Marataízes

Por Andrei Soares

2 mins de leitura

em 28 de fev de 2024, às 12h01

Foto: Reprodução/PMM
Foto: Reprodução/PMM

A mãe do pequeno Theo Meireles, fez um desabafo a respeito da morte do filho de apenas um mês de vida que morreu no último dia 19 de fevereiro, após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Marataízes.

Em conversa com a reportagem do AQUINOTICIAS.COM, Gleiciane Meireles contou que na madrugada do ocorrido estava na casa de uma tia com o filho. “Estava na casa da minha tia em Marataízes. Ele acordou e mamou de madrugada, por volta de 2h da manhã, e dormiu. Por volta das 10h50 da manhã, notamos que os lábios dele estavam roxos e saindo sangue. Além disso, ele já estava todo gelado e durinho”, lamentou Gleiciane.

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Gleiciane contou que por conta do estado em que o filho se encontrava, não deu tempo de realizar a manobra de primeiros socorros. “Não, não deu tempo de fazer manobras de resgate. Eu não vi ele engasgando. Pode ter acontecido de madrugada quando ele estava dormindo. Quando acordei já era tarde. Algumas vezes identificava que ele gofava muito. Pode ser refluxo”, contou.

Além disso, Gleiciane informou que desde a morte do filho, ela vem sofrendo ataques de pessoas nas redes sociais dizendo que Theo havia sofrido agressões. “Dói demais ver pessoas me acusando. Desde o início não respeitaram a minha dor. Me doeu também ver as fotos do meu filho circulando nas redes sociais. Foi muita falta de respeito o que fizeram. Recebi acusações falando que os braços dele estava quebrado e não estava”, explicou.

Causa da morte

Na tarde da última terça-feira (27), a Polícia Civil divulgou o resultado do laudo cadavérico, onde informou que não foram encontradas evidências de que o bebê tenha sido agredido ou alvo de qualquer tipo de violência.

Além disso, o laudo pericial apontou como causa da morte por engasgo/asfixia. “Diante disso, a polícia praticamente descarta a prática de crime doloso, seguindo a tese de que, por infelicidade, um dos pais tenha dormido por cima da criança ou que o bebê tenha se sufocado com o leite. Para a finalização definitiva das investigações, aguardamos a remessa do resultado laboratorial”, disse o delegado Edson Lopes Júnior, da delegacia de Marataízes.

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