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Cachoeiro

Oportunidade: contas organizadas permite crédito junto a CAF

Em audiência na Câmara, prefeito de Cachoeiro respondeu aos questionamentos de vereadores e da sociedade civil.

Por Flavio Cirilo

3 mins de leitura

em 16 de maio de 2024, às 09h48

Foto: CMCI

O prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho (PSB), participou, nesta quarta-feira (15), de uma audiência pública, promovida pela Câmara Municipal, para esclarecer e justificar o empréstimo de R$ 250 milhões junto a Corporação Andina de Fomento (CAF), banco formado por 19 países, que promove modelo de desenvolvimento sustentável mediante operações de crédito.

Na Casa de Leis, o chefe do Poder Executivo municipal apresentou projetos que devem ser viabilizados com os recursos e respondeu aos questionamentos de vereadores e da sociedade civil.

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Entre as questões mais polêmicas estiveram o porque essa operação de crédito deve ser aprovada neste contexto, às vésperas de uma eleição e onde o prefeito exerce o seu último mandato.

Oportunidade

Victor Coelho ressaltou que a operação de crédito junto ao banco internacional só foi possível por causa da boa organização financeira em que a Prefeitura de Cachoeiro se encontra, tendo, inclusive, como fator validador o reconhecimento com nota A em Gestão Fiscal junto ao Tesouro Nacional, contexto que talvez não se repita em gestões futuras.

“Eu acho uma oportunidade super vantajosa para a cidade de Cachoeiro. Para a gente continuar com obras necessárias para a cidade. Se a gente perder essa oportunidade, vai ter que abrir o processo todo de novo, iniciar tudo de novo, o que pode levar um ano, dois anos para isso acontecer”, explicou o prefeito, lembrando das dívidas de gestões passadas que precisou quitar para garantir a saúde financeira dos cofres municipais e recuperar a credibilidade do município junto as instituições financeiras.

Coelho ainda afirmou que o próximo prefeito ou prefeita que assumir, em 2025, e não quiser continuar o parcelamento, poderá cancelar.

“Recebeu a primeira parcela, executou o que estava previsto na primeira parcela, ele pode cancelar o projeto. Ele pode cancelar os próximos faturamentos e o que foi pego da primeira parcela, vai ser pago dentro das mesmas condições, que foram apresentadas: seis anos de carência, 13 anos para pagar, com 4,5 de juros ao ano”.

A audiência pública foi conduzida pelo vereador e presidente da Câmara Municipal de Cachoeiro, Brás Zagotto (Podemos), que colocou como condição a realização do evento antes da votação do projeto que já está tramitando na Casa de Leis.

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