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Especial

Superando desafios: a jornada de duas super-mães

Mulheres inspiradoras compartilham suas histórias de amor, resiliência e maternidade diante de obstáculos inesperados

Por Redação

4 mins de leitura

em 12 de maio de 2024, às 12h00

Fernanda Coradini, enfermeira da Unimed Sul Capixaba e seu filho Pedro (Foto: Divulgação)

Super-mães! Diante dos desafios que a vida nos apresenta, a maternidade muitas vezes se revela como uma jornada de superação, amor incondicional e resiliência. Portanto, vamos conhecer as histórias de duas mulheres extraordinárias, cujas vidas foram marcadas por momentos de dificuldade e amor. Enfrentando obstáculos que poderiam desencorajar até os mais fortes, essas mães não apenas superaram tudo, mas encontraram na experiência da maternidade uma fonte de inspiração e crescimento pessoal.

Para a professora de língua portuguesa, Cleidiane Melo da Silva, de 39 anos, mãe da Bárbara e da Isabela, ser mãe sempre fez parte do seu projeto de vida, e aos 31 anos esse sonho aconteceu, quando nasceu Bárbara. “Nesse momento conheci o significado do amor integral, conheci um lado meu que me fez um ser humano melhor”, relata.

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Em 2017, quando Bárbara tinha 1 ano e 7 meses, Cleidiane recebeu o diagnóstico de Linfoma de Hodgkin. “Meu mundo desabou. Não conseguia olhar para minha filha sem chorar. Logo na primeira consulta para o início da aplicação das quimioterapias, em uma conversa, o médico da Unimed Sul Capixaba, Alex Rua Rodrigues, a quem tenho uma gratidão eterna, me falou sobre todo o processo da medicação, como ela agiria no meu corpo, os efeitos colaterais e as possíveis sequelas”, recorda.

Superando desafios

Cleidiane Melo da Silva e suas filhas Bárbara e Isabela (Foto: Divulgação)

Neste momento Cleidiane soube da possibilidade de não engravidar mais, uma das sequelas seria a possível infertilidade. “Isso deixou meu marido e eu tristes, já que ter outro filho era um projeto. Mas era necessário o tratamento. Nunca deixei minha filha perceber o que estava acontecendo, pois ela era muito bebê, para ela era tudo normal e natural, não deixei ela me ver sem cabelo, sempre trazia uma lembrancinha para ela das sessões de quimioterapias. Minha família me ajudou nisso, nós não queríamos que ela se sentisse insegura e sentisse o medo que eu sentia”.

O tempo passou e no ano de 2022 a família da professora de Cachoeiro teve a descoberta que os levou às nuvens. Ela estava grávida! “Foi uma surpresa para nós e para a médica ginecologista, mas também veio a insegurança e o medo. Porém, a gravidez foi muito tranquila e a bebê estava saudável. No dia 7 de outubro de 2022 Isabela nasceu e nossas vidas foram iluminadas”, completa.

Cleidiane conta que ser mãe após ter passado pelo tratamento de câncer, é um sentimento diferente. “Ao olhar para Bárbara eu vejo que sou capaz de me superar, que sou forte e foi ela quem me deu, sem saber, essa força que representa resiliência. Ao olhar para Isabela eu vejo vida, vejo que as esperanças não devem ser esquecidas ou apagadas de nossos corações. Isabela representa um novo ciclo de vida. Minhas filhas são tudo para mim, é por elas que levanto de manhã, são com certeza a realização do amor na minha vida. Elas chegaram em momentos muito diferentes e tornaram cada uma lição de vida e de amor materna”, conclui.

Super-mães

Outra super-mãe é a Fernanda Coradini, enfermeira da Unimed Sul Capixaba e mãe do Pedro, de 6 anos. Ela conta que seu filho é um menino lindo, muito educado, carinhoso, amoroso e autista. Nesta última característica, exige ainda mais atenção e dedicação dos pais. “A vida é muito corrida, todo mundo que trabalha fora passa por isso e o Pedro faz terapias, eu tento participar sempre muito presente na escola, na rotina dele, no dia a dia, em eventos. Eu sempre me organizo para estar junto, mas nem sempre é possível”.

Aliás, a enfermeira ressalta que acaba acompanhando também através de vídeos recebidos da terapia realizada na Unimed Sul Capixaba. “Cada vídeo dele com uma conquista é uma vibração para todos nós. Então eu pratico muito o que ele exercita nas terapias em casa. Quando eu chego em casa, fico em função dele brincando, ele está interagindo e isso é muito gostoso. É parquinho, é brincadeira, eu me faço muito presente, inclusive aos finais de semana também que nós passamos mais momentos juntos”, lembra.

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