Deputada do ES cobra medidas urgentes contra violência política na Câmara
Em seu manifesto, endereçado à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, Jack Rocha evoca o cumprimento do Código de Ética

Os casos de violência política na Câmara dos Deputados fizeram com que a deputada Jack Rocha (PT), protocolasse, nesta terça-feira (11), um manifesto endereçado ao presidente da Casa de Leis, Arthur Lira.
A princípio, a decisão se fez necessária por causa de situações registradas durante debates nas comissões.
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“O apelo é no sentido de que o Presidente, A Mesa e a Secretaria da Mulher se pronunciem e tomem medidas adequadas e consequentes em acordo com as normas pertinentes”, explica a parlamentar capixaba.
No documento, a deputada do Espírito Santo solicita medidas urgentes para garantir a segurança e retomar a dignidade política do Poder Legislativo.
De acordo com ela, os episódios recentes podem ser classificam-se como selvageria, desonrosos, desrespeitosos, antidemocráticos e de violência política, principalmente contra mulheres.
“Caso não seja extirpado, o que impõe imediatamente limites, trará consequências maléficas para esse parlamento”, destaca Jack Rocha.
Violência política e machismo
Além disso, a parlamentar relata a “fúria descabida de alguns”. Segundo a parlamentar, tal comportamento “é produto de uma mente vazia, desequilibrada e atolada em um machismo cujas raízes são provincianas, maléficas e primitivas”.
Em seu manifesto, endereçado à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, Jack Rocha ainda evoca o cumprimento do Código de Ética, que prevê, entre outros deveres, o exercício do mandato com dignidade e tratamento com respeito e independência aos colegas.
Em seu Art. 5º, textualiza contra o decoro parlamentar as seguintes condutas e puníveis na forma deste Código:
I – perturbar a ordem das sessões da Câmara dos Deputados
ou das reuniões de Comissão;
II – praticar atos que infrinjam as regras de boa conduta nas
dependências da Casa;
III – praticar ofensas físicas ou morais nas dependências da Câmara dos Deputados ou desacatar, por atos ou palavras, outro parlamentar, a Mesa ou Comissão ou os respectivos Presidentes.
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