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Cidades

Festa Nacional de São José de Anchieta é marcada por fé e devoção

Um dos momentos mais marcantes da festa de encerramento foi a apresentação do Grupo de Xondaro, da aldeia indígena Guarani Nova Esperança, de Aracruz

Por Redação

4 mins de leitura

em 10 de jun de 2024, às 08h42

Foto: Américo Soares

Aproximadamente 5 mil pessoas lotaram o adro do Santuário Nacional de Anchieta para acompanhar a missa de encerramento em homenagem aos 10 anos de canonização do jesuíta. A celebração, marcada por fé, devoção e emoção,  foi presidida  pelo vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom João Justino, e acompanhada pelo reitor do Santuário, padre Álvaro Negromonte, SJ.

Um dos momentos mais marcantes da festa de encerramento foi a apresentação do Grupo de Xondaro, da aldeia indígena Guarani Nova Esperança, de Aracruz.

Leia também: Vice-presidente da CNBB visita Santuário de São José de Anchieta

Além disso, para marcar os 10 anos de canonização do jesuíta, um ícone russo-bizantino foi enviado ao Santuário Nacional de São José de Anchieta e passou a compor a arte sacra do espaço, onde ficará exposto no retábulo lateral. O ícone foi entronizado por Dom Justino e passa a compor o espaço da devoção ao Apóstolo do Brasil.

Dom Justino fez várias saudações especiais em sua homilia, entre elas para a juventude inaciana, que realizou um encontro nacional em Anchieta. “Nós cremos. Estamos unidos a São José de Anchieta pela mesma fé que atravessa os séculos. O jovem José de Anchieta chegou em julho de 1553, em Salvador, e hoje é chamado de Apóstolo do Brasil. Ele não poupou energia e disse: ‘Ai de mim se eu não evangelizar’.”

Festa Nacional de São José de Anchieta

Ao finalizar sua fala, o vice-presidente da CNBB afirmou: “Anchieta nos inspira a viver a dimensão missionária da fé. Ele participou da fundação de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro”, assinalou, lembrando ainda que Anchieta foi poeta, teatrólogo e historiador, entre outras atividades que exercia. “Passados quase 500 anos de sua chegada, a Igreja precisa do ardor missionário de Anchieta. Ele trabalhou pela paz e pela unidade. Anchieta inspira dezenas de milhares de catequistas para educar nos passos do evangelho”, destacou Dom Justino.”

Fiéis compartilharam suas histórias de devoção a São José de Anchieta. Náldia Paula Martins relatou que, neste ano, seu irmão Tiago Martins foi diagnosticado com uma pneumonia silenciosa que comprometeu 100% de sua respiração. Internado na UTI, Náldia pediu ao Pe. Álvaro uma relíquia de terceiro grau de São José de Anchieta e a colocou debaixo do travesseiro do irmão. Após 17 dias na UTI, Tiago se recuperou completamente, sem nenhuma sequela.

Outro relato emocionante veio de Teresinha Florentino dos Santos, devota de São José de Anchieta há 40 anos. Ela contou que, apesar de sentir fortes dores nas costas e estar internada, saiu do hospital e veio assistir a missa, subiu a escada do Santuário ajoelhada e assistiu à missa toda de joelhos. Teresinha afirma: “fui curada das minhas dores naquele dia e, desde então, venho ao Santuário para agradecer a graça recebida.”

Celebrações

As celebrações começaram no dia 25 de maio com a tradicional Romaria Luminosa, que partiu de Ubu em direção ao Santuário, marcando o caminho onde o corpo de São José caiu, simbolizando a importância da caminhada. A primeira novena teve início no dia 29 de maio e se estendeu até 8 de junho. A cada dia da novena, a missa era presidida por um padre convidado e contava com a participação de diversas paróquias, incluindo Guarapari, Piúma, Alfredo Chaves e Meaípe. Após as missas, todos os dias havia uma quermesse, proporcionando momentos de confraternização para os fiéis.

Os momentos de oração, novenas, procissões e celebrações litúrgicas foram vivenciados com intensidade e muita fé pelos presentes, ressaltando a importância e a relevância da devoção a São José de Anchieta, de acordo com o reitor do Santuário, Pe. Álvaro Negromonte: “A festa deste ano foi marcada pelos encontros. Daqui do Santuário, assistimos ao encontro do mar com o rio, o encontro de pessoas vindas de muitos lugares e diversas paróquias. Esperamos que o legado de São José de Anchieta continue inspirando esses encontros, proporcionando às pessoas a oportunidade de se abrir para novas experiências no Santuário”, disse.

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