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Economia

Setor atacadista do ES criou 1.897 empregos formais nos 4 primeiros meses de 2024

Em todo o ano de 2023, o setor atacadista capixaba criou 4.885 empregos formais, fruto da diferença entre 30.605 admissões e 25.719desligamentos

Por Redação

4 mins de leitura

em 03 de jun de 2024, às 18h06

Foto: Divulgação

Impulsionado pela atividade econômica aquecida, o setor atacadista e distribuidor do Espírito Santo criou 1.897 empregos formais no acumulado de janeiro a abril de 2024, como mostra a 5ª edição do relatório econômico Atacado em Perspectiva, publicada em junho deste ano.

O bom desempenho do setor foi puxado pelo Comércio de peças e acessórios para veículos automotores (+407), pelo Comércio atacadista de hortifrutigranjeiros (+388) e pelo Comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios (+346), que juntos responderam por 60,1% de todas as contratações do atacado capixaba nos quatro primeiros meses de 2024.

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O relatório econômico Atacado em Perspectiva é disponibilizado pelo Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades), realizado em parceria com o Observatório da Indústria. No site do Sincades (www.sincades.com.br) também é possível acessar o Power BI, com dados e informações estratégicas do setor.

“Apresentamos bons resultados em 2023, e as expectativas são positivas para a economia, em 2024, com a melhora da inflação, proporcionando redução dos juros e criação de empregos”, afirma o presidente do Sincades, Idalberto Moro.

Em todo o ano de 2023, o setor atacadista capixaba criou 4.885 empregos formais, fruto da diferença entre 30.605 admissões e 25.719desligamentos. Os municípios de Itapemirim (+1.197), Serra (+1.176) e Cariacica (+459) registraram as maiores contratações no período.

Agenda ESG em destaque

A quinta edição do Atacado em Perspectiva traz em destaque os temas que figuram entre os principais desafios enfrentados pelo setor atacadista para implementação de uma Agenda ESG, ou seja, práticas de sustentabilidade corporativa formadas pelos pilares Ambiental, Social e Governança.

O Comitê de ESG da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) aponta que a emissão de poluentes, o descarte inadequado de resíduos e o alto custo de logística reversa estão entre os principais desafios do eixo ambiental.

No Espírito Santo, 97,7% das empresas atacadistas respondentes da Pesquisa Compete 2023, realizada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento (SEDES), informaram que utilizam o modal de transporte rodoviário como principal meio logístico. Neste caso, as estratégias de redução de emissões de gás carbônico nos fretes passam por melhorar a eficiência logística e a gestão de frotas, promovendo a utilização de combustíveis alternativos e realizando a compensação das emissões.

Sobre o descarte de resíduos, o Governo do Estado do Espírito Santo assinou um decreto (nº 5655-R), em março de 2024, referente ao Marco Legal da Logística Reversa, que envolve a coleta e o retorno dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos.

Já no eixo social do ESG, inclui-se práticas ligadas aos direitos humanos, diversidade, equidade e inclusão, relações de trabalho, desenvolvimento local e diálogo social. Nesse sentido, o Instituto Sincades, ao longo de seus anos de atuação, realizou uma série de importantes iniciativas no Espírito Santo, apoiando 744 projetos culturais e de inclusão sociocultural.

O terceiro pilar, a governança corporativa, representa o modo como é feita a administração da empresa, considerando critérios como ética, combate à corrupção, compliance e transparência. De acordo com a Abad, este é o pilar que sustenta os demais, pois a prática ESG depende de boa gestão das organizações.

No cenário capixaba, a Pesquisa Compete 2023 mostrou que 48% das empresas signatárias do Compete Atacadista possuem regras e orientações a fim de prevenir atos de corrupção e 50% possuem código de ética/conduta ou documento similar.

Na pesquisa, 40% das empresas respondentes buscam a economia no consumo de energia, 36% desenvolvem campanhas com empregados visando a redução do consumo de energia e água e 33% promovem campanhas de conscientização interna sobre diversidade e inclusão no local de trabalho.

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