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Espírito Santo

Agricultura Familiar: governo federal lança Novo Plano Safra no ES

O evento terá início às 10 horas no auditório do Sebrae, na Enseada do Suá em Vitória e contará a presença do secretário nacional da Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Ziger.

Por Redação

8 mins de leitura

em 11 de jul de 2024, às 17h19

Foto: Cláudio Costa | Seag

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, MDA,  por meio da Superintendência do Desenvolvimento Agrário do Espírito Santo realiza nesta sexta-feira (12.07) o ato de lançamento do maior plano safra da agricultura familiar do governo federal no Espírito Santo.  

O evento terá início às 10 horas no auditório do Sebrae, na Enseada do Suá em Vitória e contará a presença do secretário nacional da Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Ziger.

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Entre os anúncios, as agricultoras e agricultores familiares capixabas terão a disponibilização de crédito rural no valor de $ 2,8 bilhões para a safra 2024/2025,  R$ 660 milhões a mais que no ano passado. O volume de recursos disponibilizados para o Espírito Santo cresceu 100 % em relação a safra 2022/2023 ( De R$ 1,4 bi para 2,8 bi)  a partir da reconstrução do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, em 2022. 

“O governo federal traz uma série de benefícios neste novo Plano Safra que fortalecerá a Agricultura Familiar do Espírito Santo e de todo Brasil. Aqui no nosso estado, temos recorde de recursos disponibilizado para a agricultura familiar com o aumento expressivo  de 100% do valor, em relação ao primeiro ano do governo. Essas políticas precisam ser amplamente difundidas para que cada vez mais agricultoras e agricultores familiares capixabas possam acessá-las” , afirma o superintendente federal do desenvolvimento Agrário no Espirito Santo, Laercio André Nochang. 

o Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 foi lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva  na última semana, em Brasília com  maior volume de recursos investidos no setor durante toda a história do País.  São R$ 76 bilhões destinados ao crédito rural no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de outras ações como financiamento de máquinas agrícolas de pequeno porte, a ampliação do microcrédito rural e a criação de fundos que ampliam o acesso ao crédito. O volume de recursos disponibilizados para a Safra 2024/2025 chega a R$ 85,7 bilhões.

Nos últimos dois anos do governo Lula, o valor disponibilizado de crédito para o Pronaf cresceu 43% saindo de 53 bilhões na safra 2022/2023 para 71,6 bilhões em 2023/2024 e 76 bilhões para safra 2024/2025. 

Taxas reduzidas

Para a Safra 2024/2025, cerca de dez linhas de financiamento de crédito rural do Pronaf tiveram redução de taxas. Para a produção orgânica, agroecológica e de produtos da sociobiodiversidade a taxa será de 2% no custeio e 3% no investimento. Quem produzir arroz, por exemplo, também encontrará juros reduzidos para o custeio, de 3%, no caso do convencional, e 2% no orgânico.

As linhas de custeio do Pronaf reduzidas são para produtos da sociobiodiversidade como babaçu, jambu, castanha do Brasil e licuri, de 3% para 2%; e para produção de alimentos como feijão, arroz, mandioca, leite, frutas e verduras, de 4% para 3%.

Já as linhas de investimento que tiveram redução de 4% para 3% são: Pronaf Floresta, Pronaf Semiárido, Pronaf Jovem, Pronaf Agroecologia, Pronaf Bioeconomia, Pronaf Produtivo Orientado e Pronaf Mulher, para as agricultoras com renda familiar bruta anual de até R$ 100 mil.

O Pronaf Mais Alimentos ganhou uma sublinha de financiamento, com redução de 5% para 2,5% para compra de máquinas de pequeno porte. Também nessa linha, tiveram redução de 4% para 3% as atividades de aquisição e instalação de estruturas de cultivo protegido, inclusive equipamentos de automação, construção de silos, ampliação e construção de armazéns e câmaras frias destinados à guarda de grãos, frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças e fibras, aquisição de tanques de resfriamento de leite e ordenhadeiras, aquicultura e pesca.

Programa Ecoforte

Outro destaque é o lançamento do edital do programa Ecoforte para apoiar projetos de 40 redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, cerca de 30 mil agricultores familiares. Serão destinados R$ 100 milhões para o programa, em projetos com valores entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões. O recursos são fruto de acordo de cooperação da Secretaria-Geral da Presidência e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) com o BNDES e a Fundação Banco do Brasil.

Ainda, o governo federal  lançou a iniciativa do Campo à Mesa, um edital de R$ 35 milhões para selecionar organizações da sociedade civil que fomentem sistemas de produção agroecológica. Outros dois editais lançados visam o fomento da organização produtiva e econômica de mulheres rurais: Quintais Produtivos, no valor de R$ 30 milhões, e Mulheres Rurais, de R$ 30,2 milhões.

Mecanização

Outro destaque é a linha de crédito para aquisição de máquinas e implementos agrícolas de pequeno porte, específicos para a agricultura familiar, no âmbito do Programa Mais Alimentos. Os juros serão de 2,5%, metade da taxa de juros praticada no programa, para financiamento de máquinas de até R$ 50 mil, como microtratores, motocultivadores e roçadeiras. A linha é destinada à família com renda anual de até R$ 100 mil.

Ao todo, o Mais Alimentos deve destinar R$ 12 bilhões entre recursos equalizados e dos fundos constitucionais para compra de máquinas para a agricultura familiar nesta safra.

Para as máquinas de maior porte, incluindo tratores de até 70 cavalos de potência, o limite será de R$ 250 mil com 5% de juros e 7 anos para pagar.

Microcrédito

As famílias agricultoras de baixa renda, com renda até R$ 50 mil por ano, poderão acessar até R$ 35 mil pelo Pronaf B (Agroamigo ou microcrédito rural), a linha com taxa de juros de 0,5% e desconto de até 40% para quem paga em dia. A ampliação de limite de crédito para as famílias passou de R$ 10 mil para R$ 12 mil e, para as mulheres, de R$ 12 mil para R$ 15 mil.  Uma novidade é a criação de um limite independente para jovens rurais no Pronaf B, no valor de R$ 8 mil.

Garantia e cooperativismo

A agricultura familiar também será incluída em três fundos garantidores da União. O governo enviará projeto de lei para apreciação do Congresso para permitir a inclusão dos agricultores familiares e suas cooperativas no Fundo de Garantia de Operações (FGO) para a cobertura das operações contratadas no âmbito do Pronaf.

O FGO é um instrumento financeiro para reduzir riscos para as instituições financeiras e facilitar o acesso ao crédito, especialmente para pequenos produtores que enfrentam dificuldades em oferecer garantias reais. O texto do projeto autoriza o aumento de aporte no fundo por parte da União, bem como explicita os detalhes de como o aporte adicional será implementado nos próximos anos.

No caso das cooperativas da agricultura familiar, elas já poderão contar com a garantia do Fundo de Amparo às Micros e Pequenas Empresas do Sebrae e do Fundo Garantidor para Investimentos do BNDES.

Além da nova cobertura pelos fundos garantidores, as cooperativas também passarão a contar com um programa de fortalecimento, o Coopera Mais Brasil. Para 2024, está previsto o investimento de R$ 55 milhões para o apoio à gestão de 700 cooperativas.

O objetivo principal do governo é fomentar a organização coletiva dos agricultores familiares por meio do fortalecimento das cooperativas, associações e empreendimentos solidários. Entre as principais ações do programa estão o crédito facilitado, o acesso aos fundos garantidores e a assistência técnica para melhoria da gestão das cooperativas e acesso aos mercados.

Acesso à terra

Ainda, o governo disponibilizou recursos para regularização fundiária de imóveis rurais, incluindo todas as etapas do processo, como despesas com serviços de georreferenciamento, tributos, emolumentos e custas cartoriais. O limite de financiamento será de R$ 10 mil, com taxa de juros de 6% e 10 anos para pagamento, com 3 anos de carência.

Durante o lançamento nacional, Lula também assinou o decreto que institui o Programa Nacional de Florestas Produtivas. O objetivo é recuperar áreas que foram alteradas ou degradadas para fins produtivos, com vistas à adequação e à regularização ambiental da agricultura familiar e à ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis e de produtos da sociobiodiversidade.

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