Espírito Santo registra queda histórica da violência contra a mulher
Os casos de feminicídio caíram 15,4% em relação a 2024, passando de 39 para 33 ocorrências, o menor índice desde 2017.

O Espírito Santo alcançou, em 2025, um marco histórico no enfrentamento à violência contra a mulher. Isso porque, dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social indicam o registro de 75 homicídios de mulheres, o menor número desde 1996. Além disso, os casos de feminicídio caíram 15,4% em relação a 2024, passando de 39 para 33 ocorrências, o menor índice desde 2017.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO resultado reflete a atuação integrada das forças de segurança, aliada a políticas de prevenção e ao fortalecimento da rede de proteção às vítimas. Desse modo, ao longo do período, o Governo do Estado ampliou investimentos e adotou estratégias voltadas à redução da violência de gênero.
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Programa Mulher
Entre as principais iniciativas está o Programa Mulher Segura, que utiliza monitoramento eletrônico de agressores com tornozeleiras vinculadas a medidas protetivas determinadas pela Justiça. O objetivo é prevenir a reincidência da violência doméstica e ampliar a segurança das vítimas.
O programa iniciou as operações em novembro de 2024, em Vitória, e foi expandido para Vila Velha, Serra e Cariacica. A previsão é ampliar gradualmente o atendimento para outros municípios do Espírito Santo.
A execução do monitoramento ocorre por meio da Secretaria da Justiça, que mantém uma central exclusiva em funcionamento 24 horas por dia. Dessa forma, a operação atua de forma integrada com o Centro Integrado Operacional de Defesa Social e com a Gerência de Proteção à Mulher da Sesp.
A Polícia Militar realiza o atendimento das ocorrências e acompanha as mulheres incluídas no programa por meio da Patrulha Maria da Penha. Desse modo, o monitoramento eletrônico ocorre exclusivamente por determinação judicial.
Atualmente, cinco agressores são monitorados pelo Programa Mulher Segura, sendo três em Vitória e dois na Serra. Para viabilizar a iniciativa, o Estado contratou 200 kits de monitoramento eletrônico, com custo mensal de R$ 255 por equipamento em uso.