Espírito Santo reduz índice de inadimplência no início de 2026
O índice estadual caiu para 33,9%, uma redução de 1,8 ponto percentual em relação a dezembro de 2025.

A inadimplência no Espírito Santo começou 2026 em retração. Em janeiro, 76,9 mil capixabas saíram da condição de negativados. Com isso, o índice estadual caiu para 33,9%, uma redução de 1,8 ponto percentual em relação a dezembro de 2025, quando a taxa estava em 35,7%.
Os dados são do Connect Fecomércio-ES, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo, com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
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Coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza avaliou que o resultado traz alívio, mas ainda exige cautela. Segundo ele, a redução beneficia principalmente as famílias de menor renda. “O resultado é positivo, porém não indica que o problema esteja resolvido. Ainda permanecemos acima da média brasileira, o que revela um ambiente de crédito pressionado”, afirmou.
A retração foi mais intensa entre famílias com renda de até 10 salários mínimos, equivalente a R$ 16.210. Nesse grupo, a inadimplência caiu de 40,1% para 38%. A estimativa aponta que cerca de 73,9 mil pessoas deixaram o vermelho nessa faixa. Já entre famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o índice recuou de 11% para 10,5%, mantendo-se abaixo da média nacional de 14,8%.
Apesar da melhora, o percentual estadual segue próximo ao registrado em janeiro de 2025, que foi de 33,5%, e da média de 2024, de 33,8%. Portanto, o cenário ainda demanda atenção.
Segundo levantamento do Serasa Experian analisado no relatório, o valor médio das dívidas no estado atingiu R$ 1.499,10 em janeiro. Além disso, cada inadimplente acumulou, em média, quase quatro débitos.
Famílias de menor renda
Spalenza também destacou o avanço na capacidade de pagamento das famílias de menor renda. O percentual das que afirmam conseguir quitar dívidas atrasadas no mês seguinte subiu de 13,3% para 15%. Esse crescimento ocorreu porque diminuiu o número de famílias que conseguiam pagar apenas parte dos débitos.
Outro dado relevante envolve o aumento das dívidas com atraso de até 30 dias. Entre famílias de menor renda, o índice subiu para 15,7%. Já entre as de maior renda, avançou para 33,3%. “Esse movimento é positivo, pois indica regularização mais rápida das contas e menor incidência de juros e multas”, explicou o coordenador.
Cartão de crédito
O cartão de crédito continua como principal modalidade de endividamento. Ele aparece em 99,4% das famílias de maior renda e em 91,6% das de menor renda. Entre os mais vulneráveis, carnês e crédito pessoal também se destacam. Já entre os de maior poder aquisitivo, prevalecem financiamentos imobiliários e de veículos.
Atualmente, 89,5% das famílias capixabas possuem algum tipo de dívida. A pesquisa completa está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.
Fecomércio-ES
O Sistema Fecomércio-ES integra a CNC e representa 405.455 empresas. Essas empresas respondem por 58% do ICMS arrecadado no estado e empregam 652 mil pessoas. Além disso, a entidade reúne 24 sindicatos empresariais e atua em todos os municípios capixabas, presencialmente ou on-line.
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