Golpe do bilhete premiado: polícia desarticula organização criminosa no ES
Grupo causou prejuízo superior a R$ 200 mil e tinha idosos como principais alvos no Espírito Santo.

A Polícia Civil prendeu integrantes de uma organização criminosa especializada no golpe do bilhete premiado. A ação ocorreu no bairro Jardim da Penha, em Vitória.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiAs prisões foram realizadas pela Delegacia de Crimes de Defraudações e Falsificações, vinculada ao Deic. Os policiais detiveram um homem, de 36 anos, e duas mulheres, de 24 e 37 anos.
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Segundo as investigações, o grupo atuou no Espírito Santo em novembro de 2025. Nesse período, os criminosos causaram prejuízo total de R$ 202 mil. Pelo menos três vítimas foram enganadas.
Golpe do bilhete premiado
As apurações apontaram que todas as vítimas do golpe do bilhete premiado eram idosas. As idades variavam entre 73 e 84 anos. Além disso, os crimes ocorreram em Vitória e Vila Velha.
De acordo com a Polícia Civil, uma das vítimas perdeu R$ 3 mil. Já outra teve prejuízo de R$ 70 mil. A terceira, por sua vez, chegou a perder R$ 129 mil.
As investigações começaram após o registro de três boletins de ocorrência. A partir disso, os policiais identificaram o veículo e, posteriormente, os suspeitos envolvidos no esquema criminoso.
O delegado adjunto da Defa, Jonathan Lana, explicou que o grupo atuava em sistema de rodízio. Dessa forma, havia alternância de equipes para aplicar o golpe do bilhete premiado.
Com o avanço das diligências, os investigadores passaram a monitorar os suspeitos. Em janeiro, então, a polícia identificou o retorno do grupo ao Espírito Santo.
Durante a abordagem, os policiais localizaram um documento falso e um telefone usado em um dos golpes. Com isso, o material reforçou as provas reunidas no inquérito.
Segundo a polícia, o golpe ocorria em etapas bem definidas. Inicialmente, uma mulher abordava a vítima com história religiosa e informações falsas sobre um prêmio.
Na sequência, outro integrante se apresentava como médico e oferecia ajuda. Em seguida, um terceiro suspeito confirmava, por telefone, um falso prêmio de R$ 3 milhões.
Convencida, a vítima entregava dinheiro ou bens como garantia. Logo após o saque, os criminosos fugiam sem devolver os valores prometidos.
Por fim, os três presos foram indiciados por organização criminosa e estelionato. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no golpe do bilhete premiado.